Esta semana todas as mídias falaram sobre o caso Visou. Se você não leu, a história é sobre uma Cliente (com letra maiúscula mesmo) que recamou nas mídias sociais sobre uma mercadoria não entregue dentro do prazo. O que houve depois disso foi um funcionário escrevendo verdadeiras calamidades em nome da empresa , xingando a Cliente e falando (escrevendo) grandes baixarias. O assunto foi amplamente divulgado e eu mesma escrevi no Facebook sobre o desserviço que uma empresa se presta ao contratar alguém se experiência para atuar nas mídias sociais da empresa.
Esse tema tem atualizações online a cada desdobramento do assunto. A última notícia quando postei esse texto é que a proprietária da loja explicou que esteve afastada do business cuidando dos irmãos doentes, que pedia muitas desculpas, que apelava para o bom senso da Cliente em não levar aquela insensatez adiante ao Procom. Aparentemente, a Cliente se disse satisfeita com o pedido de desculpas tão transparente de uma das proprietárias da loja.
E o que isso tudo tem a ver com a Geração Y? Bom, esta é uma loja virtual, pra início de conversa. Os consumidores estão nas mídias sociais e são voltados ao público jovem. O site visou.com.br estava , até o término desse post, indisponível, e eu não sei até que ponto este business ficou comprometido, já que internautas acessaram os donos da loja com seus endereços pessoais e seus dados pessoais. O que a gente tira desta história? Que é muito importante não verbalizar nada em nome próprio quando a gente está representando uma empresa. Que a Geração Y não é tão intempestiva assim, que este jovem causador deste problema não estava no pleno domínio de suas faculdades, eu concordo. Mas que o fato seja uma lição pra geração Y repensar como lida com os assuntos da empresa, tomando como base quais seria sua própria reação e sabendo separar a reação da empresa da sua própria reação. É fundamental entendermos que quando entramos na empresa, estamos representando um papel. E precisamos saber se gostamos deste papel, se nos identificamos com ele ou não. Se não nos identificamos, precisamos rever se queremos estar neste papel, porque talvez não possamos desempenhar bem as funções requeridas. A empresa tem que fazer esta análise também, evitando possíveis conflitos entre a opinião pessoal e a visão organizacional. A geração Y é mais intempestiva, está acostumada a dizer o que pensa, a sentir menos culpa ao colocar suas questões e a ser mais direta na forma como coloca estas questões. Mas o jovem da geração Y tem que verificar, primeiramente, qual resposta atende aos interesses da empresa.
É sempre bom refletirmos num caso como esse. É sempre bom repensarmos nossas ações, mesmo que saibamos que este caso é um exagero. Não vamos querer ser o pivô de questões como esta, sendo o centro de atenções dos jornais e mídias sociais por ter desestruturado um business.














