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Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990, a Geração Y está tomando o mercado de trabalho brasileiro.

Esses jovens são tidos como individualistas, imediatistas e ambiciosos. Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP aponta que, para as empresas, o grande desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores. Ao mesmo tempo, a Geração Y precisa lidar com a ansiedade excessiva em ascender na carreira e ganhar altos salários.

Para sua pesquisa de mestrado, o administrador André Laizo dos Santos entrevistou profissionais de recursos humanos (RH) e gestores de 12 empresas de setores variados. A conclusão foi que não basta a companhia estar alinhada aos valores da Geração Y. Para lidar bem com seus funcionários, o RH precisa estar preparado com ferramentas e programas estruturados para apoiar os gestores na condução dos jovens profissionais, considerados arredios a regras, procedimentos e hierarquias.

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O ano era 2006. Tiago Dalvi começou a reparar no talento dos artesãos brasileiros, que criavam produtos de qualidade a preços competitivos. O único problema é que eles não faziam ideia de como vendê-los. Assim nasceu a empresa social Solidarium Comércio Justo, que leva produtos artesanais para grandes redes varejistas.

Dalvi, 26 anos, lembra as dificuldades no início do empreendimento. “Comecei com aquela intenção inocente de mudar o mundo, tropecei muito mas aprendi com os erros”, relata. O primeiro alvo do empreendedor foi a rede Walmart. Foram precisos seis meses para que ele conseguisse passar da secretária. Um dia, um dos diretores ligou para marcar uma reunião. Dalvi encheu duas malas de produtos e foi correndo para o encontro. Em um primeiro momento, conseguiu vender apenas para uma loja, depois passou a negociar com 56. “Foi uma vitrine que ajudou a abrir portas”, afirma. A Solidarium ganha uma comissão de 10% sobre cada transação e faturou R$ 450 mil no ano passado.

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Por Bob Wollheim*

Estou cansado da visão preconceituosa e preconcebida que muitos “mais velhos” estão fazendo sobre os jovens de hoje, os chamados Geração Y.

Li Machado de Assis obrigado. Jantava e assistia à novela com a família como parte dos meus deveres de filho, não por opção. Aprendi a dizer obrigado, Sr., Sra., ou seja, a manifestar respeito, o que não significa o mesmo que sentir respeito. Aprendi uma história brasileira (falsa) que tinha sido montada pelos militares! Minhas opções profissionais eram funcionais (ofícios) e não baseadas em talentos. E fui criado para ser alguém na vida e não ser feliz na vida!

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A geração do milênio, formada por quem nasceu a partir da década de 1980, começou a carreira de forma atípica. Eles tiveram boa educação e deram a sorte de entrar no mercado num momento favorável, com empresas dispostas a pagar benefícios raros a iniciantes e salários bem acima da média, incluindo bônus, premiações e horários flexíveis de trabalho.

“Era a única forma de reter essa turma tão disputada”, afirma João Lins, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC). Não mais. Com os desdobramentos da crise financeira global, o mercado cortou os excessos. A oferta de vagas diminuiu, e a nova geração teve de fazer concessões, mostra uma pesquisa iné-dita da PWC. Ela compara dados de 2011 com os de 2008, antes da crise.

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A geração X, formada por profissionais nascidos entre 1965 e 1976, é a que mais pensa em deixar o emprego, segundo revela pesquisa realizada pela Kelly Global Consultoria, com aproximadamente 170 mil profissionais, em 30 países.

De acordo com o estudo, entre os profissionais dessa geração, a intenção de trocar de emprego em breve é de 43%, número cinco pontos percentuais maior do que o verificado na geração Y, nascidos de 1977 a 1990, de 38%, e seis pontos acima do apurado entre os chamados baby boomers (37%), que nasceram entre 1946 e 1964.

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Por Adriano Barbosa* – @pontopessoal

Hoje, conversando com uma amiga depois de um gostoso café em uma tarde fria e chuvosa em Curitiba, a frase “cuidar da imagem é como direção defensiva” veio como uma luva no meio de uma conversa sobre redes sociais.

Estamos cada vez mais conectados em um universo de mídia digital, que serve para compartilhar tudo. Pequenas frases, momentos, lugares, fotos, tendências, assuntos profissionais e vídeos.

Nós controlamos o que colocamos no ar para que nossos amigos aceitos na rede visualizem. Há casos em que durante horas o assunto está na boca de muita gente. Há casos em que o assunto nem aparece. Mas tudo pode e deve ser planejado.

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Criada em meio aos avanços tecnológicos e ao progresso econômico, a chamada geração Y – jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e meados da década de 1990 – possui características peculiares que a diferencia de seus antecessores. Conhecidos como indivíduos que exaltam os meios tecnológicos, são completamente receptivos a inovações e ágeis no raciocínio. Não aceitam o papel de receptor passivo nas relações interpessoais, reivindicando a troca de experiência e conhecimento com os mais velhos.

Vanessa Pik Quen Lee, psicóloga do Hospital Santa Cruz, define a geração Y como “pessoas mais inquietas, inconstantes, com agilidade em suas atividades e capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. São guiadas pelo prazer, pelo objetivo imediato e pela busca de autorrealização”, esclarece.

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Um estudo da Time Warner, realizado pela Innerscope Research, revelou que a chamada ”Geração Y” (nascidos a partir de 1984) troca em média 27 vezes de mídia por hora (fora do expediente de trabalho). O dado é maior que o registrado com os ”imigrantes digitais” (a geração anterior que presenciou a transição das mídias), que muda de mídia 17 vezes em 60 minutos.

Os resultados da pesquisa servem de alerta para as marcas: elas têm de se adaptar a um público cada vez menos fiel a uma ou outra mídia. “O público alvo ficou mais rápido, e a janela de tempo que a empresa tem para conseguir chamar a sua atenção se tornou bem menor”, afirmou o CEOda Innerscope Research, Carl Marci.

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Por Eline Kullock – @elinekullock

Foi-se o tempo em que sabíamos quais conselhos dar aos nossos filhos. Bem que gostaríamos de ter na ponta da língua o que dizer a eles, mas nem na tecnologia, nem na escolha de profissões, nem mesmo em relação à ética do mundo podemos ser de muita valia.

Hoje em dia, os pais têm questionado muito o que ensinar a seus filhos. E a escola não está numa crise menor, pois sabe que lá não é mais um lugar para ensinar o “que” e “quando”. As instituições de ensino se perguntam se adianta tentar “ensinar” para uma geração que quer decidir sozinha o que aprender. E sabemos que o verbo “aprender” é mais forte que o “ensinar”!

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