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Outro dia, estava aqui no blog lendo alguns textos e, por acaso, achei um post que falava sobre a minha geração, representada pelo Wally, aquele personagem que é difícil de ser encontrado porque fica no meio de um monte de coisas! Foi muito importante receber esse feedback, pois pude perceber que as empresas buscam novas estratégias para me encontrar mais rápido, evitando a confusão com ‘cópias’ espalhadas por aí… Então, se vocês já sabem que eu estou sempre nos lugares mais inesperados, vestindo camisa e gorro listrados em vermelho e branco, vou aproveitar e dar outras dicas para facilitar essa tarefa!

- Realize uma boa busca nas universidades, mas não faça desse o seu único critério de escolha. Se você quer mesmo que eu faça parte do seu time, esteja disposto a me encontrar em diversos lugares, não só na faculdade. Eu posso estar cursando Publicidade e, de repente, ser a peça perfeita para a área de Tecnologia da sua empresa. A teoria é importante, mas competências e conhecimento técnico também são fundamentais.

- Vá alem do que o currículo demonstra. Você pode até se guiar pelas minhas qualificações para perceber se eu tenho chances de ocupar sua vaga, mas lembre que o currículo não consegue expressar tudo o que sou capaz de fazer. Há boas pistas sobre mim no Orkut e você pode saber mais sobre o que penso no meu blog. Não se esqueça de espiar meu LinkedIn e bater um papo comigo no Facebook! Eu valorizo muito o contato informal e, pelas redes sociais, consigo traduzir o que está no meu currículo (e muito mais) de forma dinâmica e interativa! É esse o meu jeito de ser…
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Por Manuela Mesquita

Estava eu, um dia desses, conversando com um típico garoto de 17 anos. Tão geração Y quanto eu, mas muito, muito mais conectado, mais acostumado às tecnologias, às mídias sociais e à velocidade das coisas. Impressionante como oito anos – que é nossa diferença de idade – influenciam na forma de lidar com o mundo. Pertencemos à mesma geração, mas nosso conhecimento (e interesse!) pela conectividade é bem diferente.

Conheci ele na Campus Party que, como todos sabem (ou não), é a grande festa de tecnologia que reúne estudantes, profissionais e interessados no assunto para entender as inovações, as novas formas de comunicação e tudo o que tem surgido com as ferramentas da modernidade.

Bem, não vou me prender aqui ao ambiente surreal que se configura no pavilhão durante toda a semana – prometo contar isso em outro post – mas a coisas que vi por lá e que de fato me trouxeram à tona como o mundo está diferente.
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Trouxemos hoje uma poesia interessante que mostra bem o perfil das gerações de agora, mega conectadas e viciadas em tecnologia. A poesia fala por si.
Foi tirada do Blog Insurto de Felipe Agne. Aí vai:

Geração Y, Z… o que importa é ser você

É Y de “whY” e “Z” de “Zerei” o game?

Sociólogos, psicólogos, analistas
Falam dos Y e dos Z como artistas
Criativos, exigentes, cheios de listas
Virtuais jogadores colaboracionistas

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Por Eline Kullock

Aí, cara, eu sei que você acha seus pais “sem noção total”, não aceita quando eles te dão uma ordem, não entende como eles sabem menos do que você, não sabem jogar Nintendo Wii, acham que Twitter é amplificador de alto-falante de carro e Flickr é uma cor que um tal de Ziraldo inventou há um século atrás. Mandam você sair do computador e ir dormir mais cedo, quando você está trocando mensagens com amigos do outro lado do mundo.

Sei que eles te dizem que amigos da Internet não são reais, que você deveria se encontrar mesmo com amigos da escola, que deveria também praticar um esporte e outras bobagens assim.

É verdade que eles pedem pra você explicar coisas sem sentido, como as funções de um celular que você desvendou em cinco minutos, sozinho e sem manual (manual, o que é isso?). E como eles são lentos pra entender, você leva um tempão inútil pra explicar e reexplicar como funciona aquela coisa óbvia e, às vezes, eles até tomam nota!
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Por Lilio A. Paoliello Jr.

Recém-chegado do período de férias de fim de ano, a primeira coisa que fiz foi dar um passeio em uma das grandes livrarias de São Paulo. Que bom seria se, além de uma sede daquele banco famoso, de uma filial de uma grande loja de varejo e de uma escola pertencente a uma das muitas redes de ensino do centro-sul do país, em cada cidade brasileira também houvesse uma boa livraria. Apesar de nossos problemas de “fome de livros” estarem parcialmente resolvidos com a possibilidade de compra pela Internet. Toda essa introdução foi uma desculpa pra falar, na verdade, sobre um livro, com título curioso, que encontrei. Quero falar menos do livro e mais do título, porque ainda não o li.

“Se você gostou da escola, vai adorar trabalhar” é a mais nova obra do escocês Irvine Welsh, autor do polêmico “Trainspotting”, que deu origem ao não menos polêmico filme, de mesmo nome. Pelo que pude perceber, é mais um representante da literatura beatnik pós-moderna, inspirado pelo gênero original famoso nos anos 60, cheio de situações-limite, recheadas de palavrões, sexo e rock´n roll. Só o título já me fez viajar, pensando no papel da escola, principalmente nesse momento de volta das férias, quando estamos prontos para entrar na época de planejamento, na maioria das escolas brasileiras.
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Por Julianna Antunes

Sim, confesso, gosto de American Idol. Sei que é brega, é jeca, é cafona, mas eu gosto. E gosto mesmo. Assisti todas as temporadas, guardo o vídeo de algumas apresentações memoráveis no computador, a cada ano escolho um ou dois participantes para torcer veementemente e por aí vai. Como assisto pelo espetáculo musical, começo a gostar mesmo do programa quando entra na fase de shows e eliminações do público.

Ao contrário de mim, a maioria curte a fase inicial, das audições, que é quando o povo sem noção se expõe ao ridículo. E é justamente sobre essa fase que eu quero me aprofundar. Nunca vi a versão brasileira, portanto não saberia dizer se as reações são as mesmas, mas o que me intriga nesta etapa do reality show é a falta de bom senso de 99% dos candidatos.

É claro que vários candidatos participam do programa com o único objetivo de aparecer e provocar gargalhadas em milhões e milhões de espectadores. Mas a verdade é que muitos ali acreditam que realmente poderiam ser o próximo american idol, sem se darem conta do papelão que estão fazendo. Mas afinal, o que isso tem com a geração Y? Ora, tudo a ver!
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Por Renato Andrade

Um headhunter ou um empresário desavisado provavelmente tomariam um choque ao entrar na Campus Party em busca de talentos para suas empresas. O cenário, tomado por jovens de chinelo, bermuda, sentados em pufes amarelo-fosforescente com laptops e celulares (sim, eles estão trabalhando!) é certamente chocante para pessoas de gerações mais velhas.

Trabalhando, estudando, lendo comentários das palestras no Twitter, verificando agendas virtuais e falando com a mãe, que acompanha todos os acontecimentos pela TV, lá estão eles. Foram mais de 6 mil jovens inscritos, vindos de várias partes do Brasil, com idade média de 25 anos, acampados em nome da tecnologia.
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Por Eline Kullock

Tenho ouvido muita gente falar da próxima geração, que já foi batizada com diversos nomes: “Geração Z”, “Geração superconectada”, “Geração Eu”. Entendo que só podemos estudar uma nova geração quando algum evento muda drasticamente o comportamento das pessoas. É, novamente, a história determinando uma cultura, um conjunto de hábitos e costumes e, assim, um novo comportamento da sociedade. O estudo de uma nova geração, que receba um nome específico, só se dá quando há esta mudança brusca na maneira das pessoas pensarem e agirem.

Pois eu acho que a geração Y atual, que é a geração do “muito”, vai ser substituída pela geração do “pouco”. Hoje os jovens têm, como já disse em outro post, muitas opções pra tudo, e não querem abrir mão de nenhuma delas. Têm variedade de canais de TV, grifes, celulares, carros. Têm inúmeras carreiras pela frente, bem como uma gama de oportunidades de emprego por conta de profissões novas aparecendo a cada dia. Têm redes sociais pra escolher, e incontáveis amigos aos quais estão conectados por meio delas. Por outro lado, têm poucos problemas, se compararmos com o que vem por aí…

O mundo que vem chegando vai exigir mais atenção. Entraremos num período com grandes catástrofes naturais. Chuvas muito fortes, calor acima da média, seca, inundações, neve em excesso. Isso, na verdade, já vem acontecendo, mas pelo que temos notícia, vai se intensificar. E acredito que essas mudanças climáticas vão interferir profundamente na vida dos cidadãos.
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Por Clara Zaiantchik

Vejo muitos jovens querendo mudar o mundo de forma instantânea, espalhando idéias aos sete ventos e se tornando, cada vez mais, os grandes conhecedores da tecnologia. Assisto aos meus próprios filhos, dentro de casa, assumindo obrigações muito cedo e fazendo malabarismos para se equilibrar em meio às suas infinitas responsabilidades. Tudo isso me faz ter a certeza de que essa geração apresenta uma pulsão de vida que vai às alturas e jamais desiste do que quer. Ao mesmo tempo, sinto-me tranquila em perceber que aquilo que ofereci a eles desde cedo surte um efeito maior do que esperado.

Por outro lado, às vezes me pergunto o preço que esse panorama tem para mim, no papel de mãe. Sim, pois ao mesmo tempo em que a rapidez com que eles caminham faz com que avancem cada vez mais, chega um certo tempo em que nós, pais, não temos força suficiente para alcançar seus passos. Nesse momento, até seus rastros ficam suaves e quase imperceptíveis, já que procuram nem colocar os pés no chão – eles simplesmente voam.

Eu sempre soube que eles iriam voar. Sempre. É claro que, desde a infância até o começo da adolescência, a gente procura acreditar que os filhos ficarão o tempo todo em nossos braços, precisando imensamente de conselhos e se referindo a nós como seus únicos confidentes. Porém, mesmo com alguns sentimentos nostálgicos que insistem em me visitar de vez em quando, eu nunca os proibi de correrem atrás de seus sonhos.
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Por Mauro Segura

Muitas vezes, ao longo da vida, eu ouvi a expressão: “Puxa, o trem está passando e eu não estou nele”. Quase sempre essa frase veio de colegas de trabalho que se mostravam insatisfeitos com suas carreiras e falta de oportunidades de desenvolvimento profissional.

O que sempre falo para meus amigos é que, para entrarem no trem, minimamente, têm que estar na estação onde o trem vai passar. Se existe alguma oportunidade de mudar de posição no trabalho e ninguém considera seu nome, saiba que uma boa parte da culpa é sua. Isso significa que você não estava na estação quando o trem passou.

Estar na estação significa expor suas vontades e aspirações. Mas não é expor para o seu melhor colega, nos corredores da empresa ou no cafezinho. Você tem que falar para quem tem interferência, influência ou decisão no processo. Uma ação recomendável é expor para o seu gerente o que deseja para sua carreira. É compartilhar com ele o seu interesse em mudar de área, suas ansiedades e planos de desenvolvimento. Se você trabalha numa companhia que se preocupa com a carreira de seus funcionários, muito provavelmente esse papo será muito bem recebido pelo seu gerente. Isso fará que ele seja seus olhos dentro da empresa, identificando oportunidades e caminhos para atender suas aspirações. Isso é colocar você na estação.
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