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Este vídeo sempre me emociona. Posso assistí-lo mil vezes e ainda me toca. Me arrepia.

Ele fala da capacidade de atuarmos em grupo para a resolução de problemas.

O fato é que ele me faz pensar como será uma sociedade e as organizações nela inseridas, com uma geração que gosta de se ajudar. Gosta de colaborar espontaneamente. Busca soluções diferentes sozinha. Como no vídeo.

Gary Hamel escreveu um artigo muito interessante falando das características dessa Geração Y e como isto vai colidir com a cultura organizacional vigente.

Um dos conceitos dessa geração é de que quem contribui, pode ter mais respeito do que quem simplesmente tem um cargo de chefia.

É fácil verificar isso na rede . Veja quem tem um maior número de followers no twitter ou em blogs. Não são necessariamente chefes e diretores de empresa. São aqueles que o próprio grupo quer seguir. Pessoas que estão abertas a compartilhar conhecimentos, questões, perguntas, pensamentos.

Não há hierarquia na rede. O conceito de respeito, na rede, é definido pelos próprios usuários. Respeita-se quem contribui, não quem manda.

Na Organização tradicional, respeita-se quem manda!

Como a geração vai conviver com uma realidade que não faz parte da vivência dele?

lioncat1 Hamel observa que, na rede, todas as idéias competem em pé de igualdade. Não há soluções pré-definidas que os chefes passam para sua equipe. Todos podem dar idéias e ela é “votada” como sendo a melhor. Ninguém tem o poder de “matar” uma idéia revolucionária. Não há o poder ”político” interferindo no aceite de uma solução.

Hamel fala ainda que os líderes existem, na rede, para servir, já que estão constantemente dando idéias, ajudando os outros a se desenvolver. Eles não têm o poder de punir, na rede. Ele pode argumentar, usando pontos que podem ou não ser respeitados. Mas a decisão, em última análise. Um grande pensador ou um artista, ou um escritor reconhecido, pode cometer um erro e ser ridicularizado pela rede, caindo até em descrédito. Isto não acontece na Organização tradicional. O chefe manda e obedece quem tem juízo, essa era a frase usada pela minha geração.

Pela rede, os recursos se auto-organizam. Cada um segue quem quer, ajuda quem quer. Há um site muito interessante na rede, onde pessoas são convidadas a traduzir textos em Inglês simplesmente pelo espírito de colaboração. Conheça o “Adote um Parágrafo
“. Cada um faz isso se quiser, quando quiser, pelo prazer de fazê-lo. Este site me impressionou muitíssimo. Mostra a maturidade da web e de seus participantes. Quem gosta e acha que pode contribuir, contribui. E todos respeitam estas pessoas, pela capacidade delas de “dar”. A rede, em resumo, é um grande ambiente para que você distribua conhecimento e informação. Só assim você será respeitado. Pela tua capacidade de dar e responder a questões, contra argumentar, receber críticas.

Tenho lido vários livros sobre a capacidade colaborativa desta geração. “Here comes everybody”do Clay Shirky é um deles mostrando a sociedade que começa a se formar. O livro “Crowdsoucing”, do Jeff Howe, um dos poucos livros que encontrei traduzidos para o Português (em Português o título é O Poder das Multidões ), também fala sobre o poder da equipe, como um time, de mudar o mundo.

Acredito muito em como os jovens percebem o poder que têm unidos. Estão prontos para assumir posições em grupo e mudar conceitos e a realidade.

Como será a Organização do futuro, onde estes valores irão predominarão?

Como será o choque entre as Organizações, com seus valores já estabelecidos, e esta geração que ingressa agora, com valores e conceitos totalmente distintos?

O filme explica que o menino, numa simbologia, encontra a solução. E ela depende de todos. Sozinho, ele não conseguirá fazer a tarefa a que se propõe. Mas sabe que, juntos, todos poderão.

Quer sociedade melhor do que esta?
É lá que eu quero passar o resto da minha vida! No futuro!

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3 Responses to “Gary Hamel e a cultura colaborativa”

  1. LCC disse:

    Como já disse muito showww! Cooperação, Colaboração, etc…
    LCC

    • Eline Kullock disse:

      LCC,
      Que bom ver teu comentário! Esta geração é show de bola mesmo!
      E eu quero entender muito como será o futuro porque é lá que vou passar o resto da minha vida!
      Um beijo,
      Eline

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