O tempo passa muito rápido. Cada vez mais arranjamos compromissos e mal paramos em casa. Jantar em família? Nem pensar… Café da manhã num domingo à la “Doriana”? Difícil…
Pais na TV, filhos no computador. Pais chegam cedo e saem cedo. Filhos chegam tarde e saem um pouco mais tarde.
Quando vamos perceber o ritmo das coisas para dar o devido valor ao que pode ser valorizado enquanto que, por incrível que pareça, temos tempo?
Os pais não percebem que seus filhos mudaram e cresceram, o que resulta em desespero. A famosa divergência da realidade versus percepção.
E os filhos? Eu, na correria do dia-a-dia, que mal parava para beijar meu pai ao dormir, vi seu crachá na bancada de casa e mal acreditei… cabelos brancos, rugas e uma expressão cansada. O tempo passou para o meu pai. E eu mal aproveitei o tempo que tinha com ele.
Que bom que ainda há tempo de reverter a situação.
Mas e quando, como no caso do filme, a geração Y deseja ser grande? Quer crescer logo? O que essa precocidade toda pode acarretar no futuro?
Será que depois de crescer rápido como queremos… nos arrependemos? E depois que assumimos pose de adultos e temos que arcar com as responsabilidades, não há decisão que volte no tempo. Só em filme mesmo.
Quem conhecer alguma história, corra pra me contar!




