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O Livro Tirando os Sapatos, do Nilton Bonder, sobre o qual me referi no post anterior, também me chamou a atenção por várias outras coisas.

Uma delas foi sobre a questão das malas.
Nilton fala que quando a gente viaja de avião, alguém da equipe de cabine nos avisa: cuidado ao abrir o compartimento acima de sua cabeça; as bagagens podem ter se movido!

Esta é uma observação extremamente sábia, diz Nilton. As bagagens sempre se mexem, quando viajamos. Nunca mais seremos os mesmos. Nunca mais estaremos no mesmo lugar. Esta é a maior beleza da viagem.
Também acho que, quando viajamos no sentido não literal dessa viagem, quando aceitamos tirar os pés do chão para conhecer alguma coisa que não ainda não vimos, quando sonhamos, as nossas bagagens também mudam de lugar.

E isto é válido para qualquer situação.
Quero utilizá-la aqui para o quanto estamos aberto ao novo. O quanto estamos abertos para receber pessoas diferentes de nós, sejam elas da Geração Y, da Geração X ou Baby Boomers.
O quanto nos incomodamos quando as nossas bagagens mudam de posição no bagageiro ou o quanto aplaudimos as mudanças.

Temos que estar abertos ao novo, para aceitarmos que as bagagens se mexeram. Reconhecer e agradecer por isto.

Qualquer pessoa que tenha isso em mente, de qualquer geração, vai poder compreender que tudo é uma grande viagem. A todo momento estamos esbarrando no “novo” e é isto é o processo de aprendizagem. Se a bagagem não se mexer, dificilmente há aprendizado.

Então, “welcome” gerações que querem se entender, se encontrar a torcar idéias.
Este é o futuro: Aprender.
Eu gosto de entender o futuro porque é lá que vou passar o resto da minha vida!

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