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Só para aqueles que não acompanharam possam estar inseridos num contexto, Ashton Kutcher, mais conhecido aqui no Brasil como marido da Demi Moore, que já utiliza o Twitter há algum tempo, fez uma aposta com a CNN. Quem conseguiria alcançar a lua primeiro. Isto é, quem conseguiria o sonho de ter 1 milhão de “seguidores” no Twitter primeiro. Há um vídeosobre o tema, dizendo que ele que doaria 1 milhão de dólares a uma instituição de caridade se chegasse a este objetivo antes do que a rede CNN. Larry King, que muitos de nós já conhece por programas de TV, aceitou o desafio.

E, nesta madrugada, Ashton chegou à marca de 1 milhão de “followers” e colocou o filme que um amigo fez deste momento. Como Oprah ( apresentadora de programa amercana e ponto focal de atenções ) também começou seu Twitter, hoje seu programa foi sobre o significado deste “foguete chegando a um outro planeta”.

E o que este fato tem a ver com a geração Y? Tem tudo a ver.

Chegamos numa era de uma comunicação muito rápida. Um era de senso de urgente para a qual a geração Baby Boomer talvez ainda não esteja preparada.

Tudo acontece muito rapidamente, e a Geração Y também não se dá conta de que nós escrevíamos cartas!!!
Quando, em minhas palestras, mostro um bloco de cartas, a tropa jovem se pergunta o que é aquilo. Os Correios já não servem para entregar cartas. Papel de carta que pesa menos, para que não custasse tão caro enviar muitas cartas. Isso definitivamente não faz parte do “modelo mental” dessa geração.

Estamos convivendo com a geração que escrevia cartas, e com a geração que lança um desafio pelo Twitter, comemora, se comunica, em menos de 24 horas e já parte para um novo desafio, já que este está superado e faz parte do passado. Onde talvez as conquistas sejam mais efêmeras, mas vivenciadas de forma tão entuasiasmadas quanto quando vimos, de fato, o homem pousar pela primeira vez na lua. E lembrem-se de que, de fato, ver o homem chegando na lua já é um grande avanço, porque a televisão chegou ao Brasil quando que eu nasci. Eu vi a TV entrando lá em casa pela primeira vez.
Os jovens da geração Millenials devem ter isso em mente quando falam do Twitter e de informações instantâneas.

Convivemos em épocas de extremas transformações. De mudanças radicais. O que está sendo dito, neste ato do Ashton alcançar a marca de 1 milhão de seguidores antes da CNN é a revolução das mídias sociais novas em relação à TV. “It’s a media revolution”, ele mesmo disse.

Entendo isso. Entendo que, mais cedo ou mais tarde, temos que entender “que os filhos crescem e nos ultrapassam”. Da mesma forma, eles nos superam nas empresas, na vida.

Só acredito que embora tenhamos que lidar com as inovações e revoluções da vida, temos muito a contar e contribuir para estes jovens, para o desenvolvimento de uma sociedade melhor.

Será ótimo o dia em que pudermos chegar de mãos dadas, sabendo que a bagagem muda, tirando os sapatos, sem que haja um E.T nesta história, mas só grandes pessoas convivendo juntas.

Twitter passados não movem moinhos, mas todos unidos podemos mover muita coisa!

Talvez a expressão, antiga, do meu tempo, “uma andorinha só não faz verão” nunca tenha sido utilizada de forma tão adequada. É a era das multidões unidas transformando o mundo.

Vamos nos conhecer ( as diferentes gerações) melhor?

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