
Fico pensando, como uma autêntica Baby Boomer, que a geração Y e a nova geração T não têm a menor noção do esforço que os Baby Boomers fazem para compreender um mundo totalmente novo que nós (Baby Boomers) criamos pra eles.
Criamos o forno de microondas, que os salvou (ou o oposto) de jantares de família, o fast-food, o drive-thru e até o velório por webcam.
Na nossa época, tudo era devagar e esta noção é importante para que os jovens da Geração Y e da tribo T entendam porque temos dificuldade em compreendê-los.
Eu nasci na época em que a TV apareceu, ou seja, 10 anos depois que a segunda guerra mundial acabou. Meu pai foi voluntário na segunda grande guerra, com um agravante: ele era judeu. Se fosse pego pelos nazistas, seria morte certa.
Fui educada num estilo muito antigo: jantávamos todos juntos quando meu pai retornava do trabalho. A obediência era norma, já que eles (meus pais) foram criados num ambiente onde o coletivo era mais importante que o individual. Pela simples questão da sobrevivência. Era a guerra, e obedecer às normas era fundamental.
Quando os jovens da nova geração se derem conta de que quatro gerações estão convivendo no mesmo ambiente, talvez possam levantar estas questões com seus pais, com seus professores e chefes, e criar um ambiente mais harmonioso nas suas relações com diferentes gerações.
Este é um tema pouco abordado no Brasil ainda. É importante que possamos entender de que forma isso reflete no nosso comportamento e o quanto precisamos conversar para compreender melhor os que nos cercam.




