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Tirando os Sapatos

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Eu li um livro do Nilton Bonder, que é um escritor fantástico (é também rabino) que conta sobre sua viagem para uma peregrinação no Oriente Médio, num projeto que reconstrói o Caminho de Abraão. Nilton conta que, nesse processo, ele “tirou os sapatos”, isto é, despiu-se de modelos mentais, de preconceitos que ele tinha, para ser capaz de entender as diferentes culturas que estão instaladas na região.

Gostaria de comentar sobre o conceito de tirar os sapatos… O sapato é a simbologia do que está amoldado ao nosso pé, é a forma que acompanha nosso feitio, nossos calos. Padrões e condutas às quais estamos habituados e que se tornam nosso “sapato”. E é com ele que caminhamos pela vida. O sapato representa a proteção indispensável entre o ser e seu meio; nos protege do pavimento irregular da vida. Mas, de vez em quando, temos que tirar os sapatos e tocar o solo com o nosso pé. Encontramos então, nesta terra, uma superfície irregular e desconfortável que pode até ferir nosso pés. Mas é fundamental descalçar os sapatos para ver a terra como ela é.

Com este conceito, eu chamo todos que querem compreender os outros a tirar os sapatos. Só assim as diferentes gerações vão poder se conhecer, mesmo que isto signifique um pouco de desconforto. Se nos grudarmos em nossos pradigmas, nunca vamos compreender outras gerações. Nunca estaremos abertos ao diferente, ao novo (mesmo que velho – geração Baby Boomers).

Então, convido a todos a “tirar os sapatos” no processo bonito de conhecer e respeitar outros, diferentes de nós, mas que podem contribuir muito no nosso crescimento.

Então, as gerações são diferentes?

Um solo que não conhecemos?

3 Responses to “Tirando os Sapatos”

  1. [...] eu já disse lá, em outro post, é preciso “tirar os sapatos” para compreender outra [...]

  2. Estou com muita vontade de ler esse livro. Feliz Ano Novo! Marcelino

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