Feed on
Posts
Comments

Eu gosto muito deste vídeo, mas não só porque é engraçado e verdadeiro. Ele me dá uma porção de informações sobre quem são os Baby Boomers e como são os seus filhos, a Geração Y.

Primeiro eu, como mãe de dois jovens Y, preciso dizer que tudo isso é verdade. As queixas das mães BB em relação aos seus filhos são sempre parecidas. As mães queriam mais tempo para cuidar de si próprias e os seus filhos queriam sempre mais atenção!

Aparentemente, era difícil fazê-los ouvir o que a gente tinha pra falar.

Geração Y tem uma atenção mais difusa. Tem a capacidade de prestar atenção em muitas coisas. Senta-se à mesa com seu Ipod, escuta TV enquanto faz trabalho da escola, ao mesmo tempo em que tecla com seus amigos e fala no celular.

Esses jovens foram criados com uma agenda cheia porque nós, seus pais, queríamos que eles aprendessem inglês, esporte, instrumento musical, alguma coisa a mais (além de tudo o que eles já faziam) que os diferenciasse dos milhões de outros amigos que iriam competir com eles no mercado de trabalho. Além de irmos nas escolas reclamar sobre a forma de ensino ou sobre uma nota baixa que algum filho recebeu “injustamente”.

Quantos de nós, BBs, não dissemos: “Estamos fazendo isso para a felicidade deles! Mas eles não percebem!”

Fomos conhecidos mundialmente como Helicopter Parents, embora não soubéssemos disso à época.  Esse outro vídeo também fala desse termo.

Mesmo assim, tudo nos causava culpa. Ah, mães têm culpa de tudo. Sentem que não dão atenção suficiente, especialmente nesta época de tantos desbravamentos por parte das mulheres (link para o que eu já disse das mulheres).

Me lembro que quando comecei minha vida profissional , eu trabalhava em uma empresa de construção Civil, a Servenco, junto com a Dra. Clara Steinberg. Eu me orgulhava de poder contratar mulheres engenheiras. Imagine que isto era uma novidade! E os engenheiros nos diziam que mulheres não podiam ir a uma obra de construção civil! Veriam operários mal vestidos e, algumas vezes, agressivos. Gente, a dificuldade de contratar mulheres engenheiras tem só 24 anos!

Todas querem ajudar seus filhos no caminho para a vida adulta e há inúmeras reportagens sobre se esta atitude realmente ajuda ou atrapalha.  

Até hoje, no Grupo Foco, há incontáveis cenas estranhas nos processos de seleção de trainees e estagiários.

Há mães que ligam pra saber se o processo pode ser estendido mais um pouco porque seus filhos estão viajando, que ligam para justificara ausência de seus filhos em dinâmicas ou entrevistas, que vêm com seus filhos para as entrevistas. Nós as atendemos com carinho e respeito, mas não deixa de ser engraçado.

O fato é que os jovens da Geração Y são mimados e paparicados e chegam às organizações precisando e aceitando orientações de seus superiores com muita facilidade. Foram educados assim. Então, embora queiram mais respeito, mais regalias, mais flexibilidade, estes jovens aceitam melhor as orientações que temos para dar. Na verdade, eles precisam delas. Precisam de regras claras e processos transparentes. E os mais velhos que não souberem respeitar e compreender isso começarão um diálogo surdo com seus subordinados.

Isto pode ser um grande aliado nas Organizações para que o diálogo entre as gerações seja possível. Sempre, tirando os sapatos. Com a alma de ET.

Related Posts with Thumbnails

5 Responses to “The Mom Song e os Helicopter Parents”

  1. Eu li um livro “Como ela consegue?” que conta a história de uma executiva e suas frustações como mãe. Muito embora realizadíssima no trabalho e com muita vontade de vencer e conquistar mais, vive a constante tentativa de não culpar-se por não ter tempo de fazer bolo com as próprias mãos para o filho levar na festinha da escola e por chegar sempre atrasada nas reuniões de pais e mestres. As gerações BB e X hoje são reféns da independência conquistada? Como os filhos Y vêem seus pais? Posso dizer pela experiência que tenho em casa, há muita cobrança por parte deles e uma enorme dificuldade minha em provar que eu tenho o direito a ser feliz “apesar de mãe”. Agora quem busca (de novo) a conquista do espaço, somo nós.

    • Eline Kullock disse:

      Muito legal suas observações, Ercília. Acho que as Gerações Baby Boomer e “X” pagam um preço pelas liberdades conquistadas. Mas nada como o tempo. No momento em que a geração “Y”começar a ter filhos, vai ter os mesmos problemas e o mesmo dilema. É parte do processo evolutivo nas liberdades conquistadas. Lembrem-se que o voto feminino só tem 77 anos no Brasil. Quem tem mais do que isso pode contar de um tempo em que as mulheres sequer votavam.
      O bonito disso tudo é acompanhar a evolução e ver como ela é mais rápida a cada ano!
      Um beijo,
      Eline

  2. Lili disse:

    Embora alguns digam que a Ger Y é individualista, eles sabem ouvir pq precisam – voltamos a questão do modelo.
    Ter alguém como exemplo e que possa confiar é uma das formas mais eficientes de se potencializar a capacidade dos Ger Y e de aproximar as gerações. Nada melhor do que um gestor que sabe indicar os caminhos e dar feedbacks constantes.

    Adorei o vídeo e o novo layout!
    Bjs!

    • Eline Kullock disse:

      É verdade, Lili. Acho que a Geração “Y” tem que saber ouvir. Na verdade todos tem que saber ouvir. A primcipal característica para o próprio desenvolvimento é a capacidade de ouvir e refletir sobre os feedbacks. E cabe aos gestores de outras gerações compreender que a Geração “Y” gosta e precisa de um “coaching” mais frequente.
      Só com estas conversas sobre gerações há possibilidades de um convívio harmonioso.
      Um beijo,
      Eline

  3. [...] com a maturidade necessária para poder viver sós ou com seus companheiros; por outro, como “helicopter parents”, queremos que eles fiquem perto de nós. Pra [...]

Deixe Seu Comentário