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dennis_quaid11

A gente sabia que ia acontecer, mas não queria acreditar: a Geração Y começa a chefiar as gerações anteriores.

Lembram do filme “Em boa companhia” (em inglês “In Good Company”)?

Pois ele já previa essa situação que parecia meio fantástica quando a gente assistiu… Eu recomendo o filme como comédia e como base para observação do futuro. Não posso deixar de comentar que para mim ele deturpa um pouco as características da Geração Y. O ator – que faz o namorado da filha e vira chefe do pai dela – tem mais características da Geração X do que outra coisa, mas no filme ele é apresentado como um Y.

Pois bem. Não era só coisa de cinema. Vejo meus sobrinhos, que ainda não tem 30 anos, virando chefes de Baby Boomers. Contudo, o conflito está no fato de que cada geração tem sua própria concepção do que é produtivo no ambiente organizacional.

A Y acha uma grande bobagem fazer reuniões presenciais já que conseguem resolver tudo por e-mail, videoconferência, MSN ou, num caso extremo, telefone (aquela coisa antiga em que, para eles, se gasta um tempo enorme perguntando como vai a família etc etc etc). Já os Baby Boomers a-do-ram (e precisam) das reuniões face-to-face. Para eles é o momento de trocar idéias, verificar como anda o humor do chefe e checar o status da rádio peão, por exemplo.

wfp0029273_p Então como fazer com que as duas gerações convivam e produzam numa mesma estrutura, pensando a organização de forma tão diferente? Ambos conseguirão compreender a diferença na percepção um do outro e saberão como lidar com esse conflito? Se a reunião tiver que acontecer, aonde vai ficar a paciência do Y? E se não acontecer, o que acontecerá com a necessidade de reunião presencial do BB?

Tem mais. Imagine a sua cara, você que é Baby Boomer, quando seu chefe fizer uma reunião olhando o tempo todo para seu blackberry. Você vai achar falta de respeito? Será que você entende que para a Geração Y usar um smartphone durante uma reunião é apenas uma forma de agilizar a vida corporativa?

E você, Y. Sabia que os pais dos Baby Boomers exigiam atenção de seus filhos quando estavam falando? Que ele não podia fazer nada mais do que prestar atenção na conversa? Entende agora porque ele acha desrespeitoso você usar telefone quando ele fala na reunião?

O meu recado entra exatamente aqui: se esta diferença de percepção não for colocada na mesa (ou no chat) de discussões, todo mundo vai sair chateado e se sentindo desrespeitado. Conseqüência? Desmotivação, na certa.

E você, gestor de RH, sabe administrar esse conflito na sua empresa? Sabe como essas diferenças vão afetar o clima organizacional? Entende que os BB podem não respeitar os valores da Geração Y e vice-versa? Que os primeiros sentem-se à vontade porque tem uma carreira pela frente e os últimos, fragilizados porque sentem o seu tempo se esgotando nas organizações? Está preparado para agir rapidamente, lembrando que esse é um dos papéis do RH em épocas de crise?

Meus conselhos para o gestor de RH são: entendam como melhorar o clima interno, já tão abalado pela enxurrada de demissões em todas as empresas, porque todos estão com uma sobrecarga de trabalho grande. Trabalhem para manter a motivação em alta e gerenciar conflitos sem supervalorizar nem desvalorizar nenhuma geração. A boa convivência delas também depende da sua compreensão dessa questão.

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One Response to “O papel do RH na gestão do clima e da diferença das gerações”

  1. Ana Christina Almeida disse:

    Como profissional de RH, como psicóloga, como “representante” da geração Y, só posso dizer que o ideal é o diálogo- seja face-to-face, seja via msn- entre as gerações, independente de quem coordena quem.
    Este contato e a administração de conflitos que surgem por conta do choque entre as gerações, é extremamente rico para as partes envolvidas e para a organização da qual fazem parte.
    Basta estar disposto…E ao que tudo indica, nós estamos!!
    Adorei o blog. Parabéns!

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