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A morte de Michael Jackson significa a morte de um brilhante artista que viveu entre três gerações. Ele poderia ser chamado de “X Y Boomer”. Tecnicamente nascido na geração Baby Boomer, falou a linguagem dos nossos pais e teve muitos fãs BBs. Mas, ainda hoje, sempre que saio para me divertir, a noite não parece completa se o DJ não toca uma música do Michael Jackson.

As gerações X e Y sabem os passos de dança de “Thriller” e “Billy Jean”. Alguns sabem perfeitamente o “moonwalk”, pra não citar aqueles que sabem de memória cada palavra das músicas de Michael Jackson, sem pular um verso. É claro que a influência dele nas gerações mais jovens é menor. Mas ele fala a língua dos X, Y e Boomer.

De alguma forma, Michael Jackson juntou gerações diferentes, circulou entre elas, permitindo que vissem como são semelhantes.

No ambiente de trabalho talvez precisemos de alguém como ele: um mediador. Alguém que fale todas as linguagens, que exista em todas os planos generacionais. Alguém como o grande Michael Jackson. Nós precisamos de um tradutor que não fique perdido na tradução.

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