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Por Ludmilla Figueiredo

Vou a um determinado local e consigo aprender o caminho no Google Maps.

Monto meu nostálgico álbum de fotos no Flickr e, se há fotos físicas, digitalizo, claro.

Chamo minha irmã que se trancou no quarto pelo MSN .

Conto para todo mundo uma novidade, com muitas exclamações nas minhas mensagens para dizer que estou feliz da vida (ou indignada).

Peço recomendação de livro, comparo preços e compro sem levantar da cadeira. ´

Convido amigos para ir num Happy Hour pelo Twitter.

Dou parabéns aos meus amigos por scrap no Orkut. Os mais próximos eu deixo um “testimonial” que é para dar mais atenção e mostrar como são importantes para mim.

Não perco os capítulos dos meus programas pois vejo no YouTube.

Ainda não participei de velórios virtuais e nem deixei de ter fome por ver uma imagem de hambúrger na telinha, mas parece que tudo o que faço na vida real está acontecendo no virtual. Esse mix que transforma e desvirtua nossa realidade (nos dois ambientes) pode trazer comportamentos e manias que jamais pensamos ficar dependentes.

Eu PRECISO encontrar pessoas que leram o livro procurado para saber se vale a pena.
Eu PRECISO lembrar dos aniversários de alguma forma.
Eu PRECISO de tanta coisa que o virtual me proporciona que me faz perceber que eu também preciso saber o limite da vida real e virtual.

Ainda não estou com os comportamentos abaixo e espero não estar pois, por mais liberal e vanguardista da geração Y que eu seja, ainda sou ser humana e vivo em sociedade. =)

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