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USP

Por Fabiana Gabrielli e Bianca Ferreira

Muito se fala da superficialidade da geração Y. Lemos isso o tempo todo. As pesquisas dizem que eles escrevem mais, porém, com menos conteúdo. Que o tempo que passam na web rouba deles a dedicação para assuntos mais profundos. Dizem que eles são auto-centrados. Egoístas. Que pensam somente no seu sucesso e na sua vida. Pois bem. A experiência que vivemos esse fim de semana mostra exatamente o contrário. Felizmente.

Palestrando para jovens universitários das escolas juniores da USP nos impressionamos com o cenário inverso a tudo que é dito sobre os jovens dessa geração. Cerca de 80 estudantes estavam lá, sedentos por receber um pouco de conteúdo sobre gestão de pessoas e liderança.

Pela interação na palestra e a participação na dinâmica que fizemos era possível ver de longe neles a sede de aprender, o nível de intelectualização, o conhecimento e compromisso com o auto desenvolvimento. Jovens de aproximadamente 20 anos falavam de temas como protocolo de Kyoto, cenário macroeconômico e questões bem profundas como se estivessem falando do seu perfil no Facebook.

E não somente os estudantes de administração ou economia se encaixam nesse perfil. Um estudante nos contou com detalhes a história de Cuba e do Panamá. A platéia boquiaberta, como nós, queria provavelmente fazer a pergunta que fizemos: “Você cursa história?”. No que ele respondeu: “Não, Farmácia”.

Ou seja, mais uma prova de que, independente da área de especialização, eles têm uma cultura geral muito melhor do que imaginamos. Precisam apenas ser estimulados. E ficamos felizes com essa experiência porque sabemos que esta geração é a que nos representará no futuro.

Como profissionais de RH saímos de lá muito satisfeitas e com gosto de “queremos mais”, queremos estar mais perto deles… Apesar da linguagem não ser a mesma, afinal, somos da geração X, sentimos que um esforço da nossa parte será muito rico para todos. E que venha mais conteúdo da geração Y.


*Bia Gabrielli é Diretora do Grupo Foco e Bianca Ferreira é consultora do Grupo Foco.

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2 Responses to “A geração Y não é superficial”

  1. GILSON MATOS disse:

    Trecho do texto: “A geração Y: os seus valores e comportamentos.”

    “É comum para um multi-tasker, pelo computador, esperar o download de um gigabyte de arquivos no formato MP3, enquanto ouve música, conversa com amigos reais e virtuais do país inteiro pelos programas de mensagens instantâneas e, ainda, corresponder os recados que recebeu por e-mail, tudo isso sem descuidar de um moderníssimo telefone celular, que também possibilita essas mesmas atividades.”

    Originalmente publicado no site:
    http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1785603

    LEIAM, COMENTEM E PARTICIPEM!

  2. Luzia disse:

    Olá Fabiana,

    Gostaria de obter mais informações sobre essa geração, na qual me incluo (nasci em 1985). Gostaria de referências bibliográficas, nome de estudiosos do assunto, por favor. Tenho muito interesse neste assunto. Muito Obrigada

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