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Por Liliane Fonseca

Por ser uma representante da geração nascida nos anos 1980, tenho muita afinidade com o assunto e acho importante defender nossos pontos de vista e mostrar um pouco do que temos para oferecer às outras gerações, além de tentar amenizar as críticas que recebemos por certas características que apresentamos.

O problema é que muita gente não percebe que existe uma tênue diferença entre o que é legítimo dos Y e o que é inerente aos jovens de qualquer geração. Por exemplo, dizer que atropelamos as regras estabelecidas só porque somos Y é um grande exagero. Que jovem, em qualquer época, não quis passar por cima das normas vigentes para se afirmar e mostrar que não estava no mundo a passeio?

Se não fosse esse ímpeto juvenil, a humanidade não teria vivido tantas mudanças na maneira de se vestir, não teria passado por tantas revoluções filosóficas, científicas e muitas outras conquistas que devem ser atribuídas àqueles que, por não obedecerem aos padrões, criaram novos caminhos para a sociedade.

Outra frase muito comum é: “Eles querem mudar tudo, até o mundo!”. Definitivamente não acredito que essa idéia combine com os Y, e vou além, acho que somos uma das ‘gerações jovens’ mais pés no chão. Temos consciência de que existem outros caminhos para a mudança – diferentes de guerras e revoluções – e é por eles que traçamos nossa postura social e ambientalmente correta.

Por último, não posso esquecer de citar a nossa velocidade, já que somos os “tecnológicos apressadinhos”. Nascemos em um mundo onde tudo acontece muito rápido e a informação não corre, voa. Em parte, os críticos têm razão: devemos ser a geração mais acelerada, mas não simplesmente por sermos Y, e sim por uma evolução constante da sociedade, que faz com que o mundo gire cada vez mais rápido e as cobranças sejam sempre maiores.

Admito que não somos perfeitos, pelo contrário. Assim como toda nova geração, estamos longe da experiência e sabedoria dos mais “vividos”, mas somos apenas jovens e devemos ser encarados como tal, com as peculiaridades do nosso tempo, mas sempre com as mesmas vontades e sonhos dos jovens de qualquer cultura, nacionalidade ou época.

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3 Responses to “Aos Y o que é de Y”

  1. Mari Coimbra disse:

    Excelente post Lili!!Também acho que somos “pé no chão” e que muitas características são comuns aos jovens, de todas as gerações!

    Beijo,

    Mari Coimbra

  2. Tenho que tirar o chapéu para sua análise, Liliane, está perfeita!

    A única coisa que me assusta na geração Y e Z não são elas em si… é a falta de adaptação das gerações anteriores para a nova realidade e consequente falta de acompanhamento para amadurecimento dos valores morais e sociais das novas gerações. Valores esses que estão dia após dia se perdendo…

    Me assusta ver televisão e notar que a moral está se deteriorando cada vez mais rápido, e que a justificativa é sempre a mesma: vemos tanta porcaria, tanto roubo, tanto assassinato, tanta mulher pelada nas novelas, que nada mais nos surpreende. Antes a turma via e se espantava com baixaria, hoje não mais. E com isso a moral vai embora… Será que a geração Y e Z já não estão crescendo acostumados com a corrupção, sexo gratuito, trapaça, traição, e vão tratando tudo isso como normal? Os pais estão assistindo em silêncio ou ensinando seus filhos a respeito do que é bom e o que é ruim diante da nova realidade? Os pais têm tempo e disposição para isso? Será que as gerações Y e Z pensam no significado das palavras traição, prostituição e adultério ou isso já faz parte do relacionamento diário?

    Domingo a noite Silvio Santos estava reprisando uma apresentação de crianças de 5 a 7 anos dançando na boquinha da garrafa com a Carla Peres. Pedofilia é a exploração da sensualidade infantil e deveria ser combatida, mas se a dança estiver na moda não é apelativo, é bonitinho. É disso que eu tenho medo… depois que o mal estiver enraizado, torna-se tolerável e passa a conviver com o bem, sem mensurar suas consequências.

    Cuide-se Liliane, de você e da próxima geração para que não apenas o meio ambiente e a natureza sejam preservadas e o conhecimento estimulado, mas também o convívio em sociedade seja baseado no respeito e na responsabilidade.

    Grande abraço!!
    Adriano

  3. Priciane Parreira disse:

    Concordo plenamente com o seu artigo “Somos apenas jovens”. Certo dia escutei uma conversa entre minhas tias e a seguinte frase foi dita: “Hoje os sobrinhos não respeitam mais os tios. Fazem o que querem. Antigamente os tios falavam e nós obdeciamos calados.” O intrigante foi minha resposta: “Graças à Deus.” A nossa geração realmente precisou aprender muito rápido e suas aspirações mudaram drasticamente. Nós nos distanciamos muito da geração dos nossos pais e avós e hoje não respeitamos mais os mais velhos por acreditar que eles pararam no tempo e não entendem nossos desejos. Respeito vem com admiração. Mas a minha resposta não foi em relação ao respeito e sim em relação a liberdade. Graças à Deus podemos errar com nossos próprios olhos e viver a NOSSA vida. É como eu digo: “Você tem a sua vida, então faça as suas escolhas e você, só você, será responsável pelas suas vitórias e seus erros. Assim ninguém fica reprimido.”

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