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Por Tatiana Kielberman

Nas ultimas semanas um fenômeno causou grande movimentação nas redes sociais. Nada inesperado, mesmo porque os adoradores do mundo virtual já não duvidam do que possa surgir por aí. Ao permitir que os contatos do Orkut fossem importados para o Facebook, talvez o criador da ferramenta nâo imaginava a repercussão que isso iria trazer na web. E que repercussão!

Sabe-se que o Brasil é o pais de maior predominância no Orkut, e vem crescendo lentamente em outras redes como Twitter e o próprio Facebook. As pessoas se acostumaram com o jeito “abrasileirado” do Orkut, fazendo dele quase a sua segunda casa. A geração Y descobriu nessas ferramentas o seu grande trunfo, podendo se conectar com amigos e conhecidos com os quais provavelmente jamais se encontrariam de novo, caso esses meios não tivessem sido criados. Mais do que uma diversão, as redes se tornaram um hábito, e como acontece com todo o hábito ou costume, originou um certo comodismo.

Talvez por isso a geração Y brasileira resistiu a aderir ao Facebook. Estava tudo tão bem lá no mundo dos “orkuteiros”. Ferramentas praticamente conhecidas, aplicativos tranqüilamente acessíveis. As novidades que surgiam no Orkut não eram, nem de perto, um bicho de sete cabeças. Enquanto os outros países já dominavam o Facebook de A a Z, os brasileiros diziam: “Para quê mudar?” Ainda mais porque nem todos os amigos conhecem esse outro site, e até levar todo mundo para lá, “daria muito trabalho”…

Pouco a pouco, os jovens brasileiros dessa geração Y, que é o grande motor das redes sociais, foram convidados a conhecer o “tal do Face”. Primeiro houve aquela idéia copiada do Twitter, em que as pessoas podiam responder à pergunta: “What are you doing?”. O brasileiro achou isso o máximo, afinal, poder dizer aos outros, quase de forma instantânea, aquilo que você está pensando ou fazendo no momento, é realmente interessante. Logo após, vieram os jogos exclusivos do Facebook, e então todo mundo começou a convidar os amigos para poder jogar junto, estar junto, competir…

A febre foi aumentando e, com a nova mania de poder importar os contatos do Orkut para o Facebook, mais e mais pessoas passaram a se sentir “em casa”. A adesão por parte dos brasileiros cresceu significativamente, pelo simples fato de, agora, haver uma ferramenta mais familiar do que nunca à disposição. Não há dúvidas de que, com isso, a presença do Brasil no Facebook só tende a crescer.

O que isso nos diz sobre a geração Y brasileira? Muita coisa! Assim entendemos que esses jovens são movidos por algo que soe familiar para eles. Algo que não seja tão ameaçador, que convença pela preservação da zona de conforto. Os Y´s brasileiros querem se movimentar, sim, mas até certo ponto. Numa era em que se pode ter tudo por meio da televisão e do computador, o movimento deve ser cada vez mais curto – e sedutor. Em proporção muito maior que nos EUA ou na Europa, o Brasil ainda deseja curtir o “lar, doce lar’. Até mesmo a geração Y, que é dita tão rápida e veloz, ainda preserva a confiança e a fidelidade com todas as suas possíveis origens.

Nesse caso, a origem foi o Orkut, e a geração Y brasileira vai demorar até entender que pode ir e voltar quando quiser nas redes sociais. O Facebook foi um começo, mas tomara que possam haver muitos outros que despertem a atenção e o foco desses Y´s “calorosamente” brasileiros. Querendo ou não, eles são o começo de tudo.

2 Responses to “O que move a geração Y brasileira”

  1. Clara disse:

    Parabéns pelo excelente texto!
    É muito importante que se fale de assuntos como esse, relacionado ao perfil do brasileiro nas redes de relacionamento.
    Penso que é deste modo que o Brasil agrega cada vez mais ao mundo globalizado!

  2. Tatiana Kielberman disse:

    Olá Clara!
    Agradeço sua contribuição e concordo que o Brasil deve “mostrar sua cara” sempre!
    Do nosso “jeitinho”, estamos construindo coisas boas, mesmo que seja de grão em grão! O importante é nos mantermos firmes e não desistirmos nunca!
    Um abraço,
    Tatiana

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