
Por Renato Andrade
Já não é novidade que atualmente o público, em especial os jovens da Geração Y, demonstra mais simpatia pelos vilões do que pelos heróis. Os atores brasileiros, após se darem conta do fato, têm inclusive se mostrado satisfeitos em protagonizar personagens malignos, principalmente nas novelas, que geram mais repercussão.
Qual a justificativa para os vilões serem mais carismáticos do que os heróis de hoje? Sempre foi assim? Será que nas gerações anteriores o mocinho não era mais querido que o bandido?
Fiz uma breve pesquisa pra entender e um dos comentários mais interessantes foi de que os anti-heróis possuem mais atitude para fazer aquilo que desejam, são fortes, lutam por seus ideais, mesmo que isso implique em prejuízos alheios.
Seria esta uma prova de que a individualidade e sucesso a qualquer preço são tendências para a nova geração? Será que não precisamos de heróis, de personagens de bom caráter que representem nossa época atual?
Este texto surgiu com a notícia de que Mickey Mouse será reformulado pela Disney!
O namoradinho da Minnie perde o lado camarada, bonzinho e amável que transmite atualmente nos desenhos e se torna um rato egoísta e mau-humorado no videogame para o Nintendo Wii “Epic Mickey”, com lançamento marcado para 2010.
Este é só o inicio das táticas usadas para a companhia Disney atrair a nova geração de consumidores para um dos seus maiores ícones, que esta perdendo o carisma e enfraquecendo perante a juventude atual.
Em tempo: “Epic Mickey” é uma história sobre os personagens esquecidos da Disney e traz personagens que tiveram menos de 15 minutos de fama. Quando ninguém mais se importa com eles, são levados a um mundo obscuro com máquinas quebradas e seres esquisitos. (Você sabia que a Disney era tão cruel?)
O jogo produzido por Warren Spector, uma das grandes mentes do RPG, faz Mickey manter seu trono como rei do universo Disney apagando ou pintando cenários em um mundo pós-apocalíptico e retrô. Em uma das cenas aparece uma praia devastada com personagens em preto-e-branco vagando pela areia e máquinas remendadas com o rosto dos setes anões de Branca de Neve.
Para quem não se lembra, os 7 anões eram fiéis trabalhadores e grandes amigos. Mickey deixa de lado o conservadorismo e o Pateta, agora, é um zumbi.
Comparo um pouco todo esse acontecimento no universo da fantasia ao mundo corporativo. Se o profissional não tiver carisma e atributos da atualidade é excluído e pode parar no limbo profissional.
Será que a competição para a fama e glória vão mesmo vencer no final? Será que a falta de ídolos remete a geração Y a adorar os “maus-elementos”?





Fantástico!
Muitos e muitos fluxos de consciência… epifanias então. Ufa! Uma pergunta que eu sempre fiz a amigos: Pq preferem os vilões? ]
A resposta sempre gira em torno da mesma coisa: “Pq eles são mais inteligentes”.
Será? Será que essa inconsequência toda vale a pena? Uma característica positiva no que se refere a atitude e possível sucesso, pode ser o ingrediente certo do fracasso. Sinto que eu como um Gen Y, já experimentei os dois lados da moeda. Hoje sigo os conselhos dos BB e dos Gen X…. a experiência faz toda a diferença.
Parar, pensar e depois agir reflete em uma menor possibilidade de erro.
Grato os mais velhos por me ensinar a planejar. Finalmente.
Pois é… e os hackers, que antes eram bandidos e agora são os novos herois!
Vinicius, agradeço seu depoimento!
Interessante sua reflexão…
Pensando nos mocinhos atuais, realmente acho que eles não tem tanta atitude pra fazer o bem quanto o mocinhos de antigamente.
Superhomem, por exemplo, utilizava de todos seus recursos e até arriscava sua própria vida para nos proteger. Mas isso foi na minha geração.
Hoje precisamos de mocinhos com mais atitude para motivar a geração Y.
Olá Denis!
Agradeço seu contato!
Aguarde o proxímo texto sobre os herois da nova geração, eles são incriveis!
O Aaron Stone e o Ben 10… são super geração y!
Adorei a matéria e todo o tema, mas suas referências para o jogo estão erradas…
O inimigo do jogo é um personagem que surgiu antes do Mickey. Era praticamente o mesmo traço, porém era um coelho chamado Oswald, e foi esquecido pela Disney.
O jogo se passa em uma terra criada por um mago chamado Yensid para os personagens esquecidos. Sem querer, Mickey derruba tinta e solvente nessa terra e foge, antes que alguém perceba. A terra fica muito diferente, e o Mancha Negra domina o local. Anos depois, já famoso, Mickey precisa retornar a essa terra para corrigir seus erros do passado.
Os personagens que parecem malvados e modificados, na verdade são animatronics criados pelo Oswald, que agora você vai ter de combater.
Acho que hoje em dia as pessoas não admiram mais o herói sempre perfeito, mas aquele que é real, que sente medo, que erra, que faz a coisa errada às vezes por que faz pelo que acredita.
Um heroi que pode se arrepender e aprender. Por isso que os anti-heróis (e alguns vilões) fazem tanto sucesso hoje em dia.
Se voce assistir “A Liga da Justica Sem Limites” percebe que a nova geração de super heróis tem erros e acertos, são + humanos….
Outro caso: O Wolverine MATA, o SuperMan não espanta uma mosca!
Existem alguns livros sobre comportamento e o universo dos quadrinhos, se tiver interessado entre em contato.
Agradeço a participação no meu post!
Rê,
Suas contribuições são sempre originais e agregam muito ao nosso conhecimento!
Só você para trazer um símbolo como o Mickey para falar de gerações… algo tão próximo de nós e cuja importância, por vezes, deixamos de perceber.
Parabéns!
Beijos,
Taty
Olá Tatiana,
adoro desenhos animados e tenho criança em casa. Fico admirado com as mudanças de valores nos desenhos…tanto para o bem quando para o mal.
Antes era normal os desenhos de batendo e usando armas, hoje é praticamente nulo… o mundo dos cartoons entrou no politicamente correto!
Mas sobre os vilões, é impressionante como eles ganham força!