
Por Tatiana Kielberman
Todo mundo se lembra do Wally, personagem da série de livros infanto-juvenis de Martin Handford. Uma figura simpática que se perde em meio a uma página repleta de objetos e que nos anos 90 foi eleita atração mundial por crianças, jovens e adultos.
Wally usa gorro e camisa listrados em vermelho e branco. Anda de bengala e óculos. Em seus livros, há sempre a famosa pergunta: “Onde está Wally?”, diante da qual todos competem para ver quem consegue achá-lo primeiro em meio a diversas outras figuras – tão bem formatadas e coloridas quanto o próprio Wally.
Esse personagem pode nos trazer reflexões importantes a respeito do mundo corporativo, principalmente quando se fala da busca por novos talentos.
Por mais que as empresas já tenham delimitado as competências buscadas em processos seletivos, por que algumas vagas para programas de estágio ou trainee não conseguem ser preenchidas? Por que os gestores ainda cometem tantos erros na escolha de candidatos, mesmo utilizando as ferramentas mais evoluídas de recrutamento e seleção?
A verdade é que há muitos Wally´s entre os jovens da nova geração, esperando apenas que alguma empresa os encontre e permita que contribuam positivamente para o ambiente organizacional. Talvez a estratégia para realizar tal busca ainda necessite de certos ajustes, mas o caminho para achar o Wally mais pertinente para determinada vaga exige que se saiba de, no mínimo, três de suas características:
- A roupa de Wally sempre será composta por sua camisa e gorro, ambos listrados em vermelho e branco. Não adianta buscar um talento se não definir, primeiro, se você pode lidar com suas demandas sem obrigá-lo a abdicar de seus valores. A geração Y nasceu em meio a uma cultura de ambições e um senso de urgência nunca antes imaginado. Respeite essa realidade e insira o seu processo de seleção nesse contexto.
- Wally pode estar em lugares inesperados e você precisa encontrá-lo antes dos outros. A geração Y ainda está aprendendo a se expor na vitrine – portanto, fique atento aos esconderijos em que ela pode estar. Além disso, há muitas pessoas na caça por talentos, desejando as mesmas competências que você busca em um estagiário ou trainee. Corra antes que o Wally seja achado por outra pessoa.
- A cada local em que Wally se esconde, você deve aprender uma nova técnica para torná-lo mais visível da próxima vez.
Se você tem encontrado as pessoas certas para a vaga que deseja, já é um grande passo. Porém, lembre-se de que sempre precisará evoluir a técnica. Caso você permaneça parado no tempo, Wally poderá, em algum momento, esconder-se novamente.
O verdadeiro caça-talentos é aquele que diz não ao adiamento de soluções, talvez à tentativa e erro e sim às ações baseadas em valores – somente dessa forma é possível encontrar com sucesso o tão esperado Wally de todas as empresas.





Exatamente! Há muitas formas de se encontrar Wally, como você bem disse, nos lugares menos esperados. Basta estar disposto a encontrá-lo em diversos lugares. Um CV não consegue falar tudo que Wally é capaz de fazer.
Parabéns pelo blog, muito rico em conteúdo!Visitem o nosso blog tbm, espero que gostem:
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Existem dois lados dessa história. O primeiro, o da organização, que foi muito bem colocado, o segundo que é o contexto do próprio Wally: Como me esconder para que a pessoa (organização) certa me encontre?
Eu me formo no fim desse ano e, como muitos, irei prestar vários processos de trainee. O risco de selecionar (ou ser selecionado) a pessoa errada é desvantajoso para ambos os lados, e é um desafio saber se mostrar na hora certa, para que a pessoa (ou organização) que tenha os objetivos, cultura e valores compatíveis ao que o Wally espera, ache-o (ou seleciona-o).
A melhor oportunidade de entrar no mercado de trabalho é nos primeiros anos de formado e, se esses primeiros anos forem aproveitados de forma pouco eficiente, será difícil recuperar o tempo perdido.
Gostei muito do texto. Obrigada.