
Por Adriano Berger*
Cada geração proporcionou a criação de diferentes atividades indiretas de apoio aos profissionais.
Os Baby Boomers, que na longa época da recessão primavam pela estabilidade no emprego, principalmente os concursados, promoveram a criação das consultorias em Recolocação profissional, ou seja, consultorias especializadas em analisar perfis profissionais com muitos anos de serviço, porém com pouca variedade de conhecimentos práticos.
A Geração X herdou um pouco dos Baby Boomers por influência dos pais, mas já começaram a enxergar com bons olhos um plano de carreira com início, por exemplo, na lanchonete McDonald’s, com um pouco mais de independência e aventura. Daí ganharam força as inúmeras agências de estágio, sendo esse o serviço mais característico criado para atender à demanda de conhecimentos práticos e empregabilidade da Geração X. Essa geração não se preocupa em ganhar bem no início de carreira, pois inspirada pelo pai, tem foco no futuro.
A Geração Y é aquela que tem pulga na roupa: não se aquieta, não suporta trabalho repetitivo e não vê a hora de crescer profissionalmente, ganhar mais dinheiro, vibrar com resultados e buscar novos desafios. Muitos deles são filhos de pai e mãe separados ou que passam longas horas em ambiente de trabalho e envolvidos com atividades para o desenvolvimento profissional, pessoal e social. Por conseqüência disso amadurecem quase sozinhos e se inspiram naquilo que assistem na TV, aspirando vida social intensa, carros de luxo, viagens e dinheiro, como os personagens dos filmes e novelas. Para essa geração surgiu o Coaching através do profissional centrado e preparado para cadenciar e dar ritmo na vida dessa juventude. O coaching ajudará a Geração Y a visualizar com mais atenção e maturidade sua vida pessoal e profissional, e seu futuro poderá até ser mais duradouro em cada novo emprego. Para se adaptar ao perfil profissional da geração Y as empresas devem dar mais atenção ao seu RH e valorizar o profissional que atue como coaching, principalmente para cuidar do seu quadro de profissionais relacionados à área de P & D e marketing/comercial.
A Geração Z vem aí… e minha torcida é para que seus pais, da geração X e Y, possam priorizar a qualidade de vida e do relacionamento familiar a fim de prepará-los para um futuro onde a cobiça pelo entrosamento social seja mais intensa do que a cobiça pelo dinheiro e o poder. Espero que os profissionais relacionados à religiosidade fiquem em evidência para acompanhar e promover a satisfação da Geração Z.
*Adriano Berger Ferreira, 36 anos, é administrador de empresas pela Univ. Est. de Maringá com especialização em marketing pelo CESUMAR. Atua profissionalmente em Maringá, Paraná, na área de mercadologia e gestão comercial.
Desde a faculdade tem grande envolvimento com assuntos relacionados ao empreendedorismo na Empresa Júnior de Consultoria, da qual foi diretor e presidente, buscando sempre uma relação perfeita entre o aprendizado e o plano de carreira acadêmico.
De perfil invador e instigante, Adriano se sente atraído por aquilo que é pouco explorado. Busca soluções práticas diretamente relacionadas à observação comportamental da sociedade, tendendo à compreensão das características do ser humano para o desenvolvimento de campanhas e busca por resultados.
Acredita que conhecendo a essência do comportamento humano e suas evoluções, seja mais fácil compreender o presente e prever o futuro da sociedade familiar, profissional e de consumo… Adriano bloga no http://nanoberger.blogspot.com.




