
Por Indira Hansen*
Lá estão os Y… rápidos, dinâmicos, flexíveis. Logo adiante os X, responsáveis, comprometidos, com um vasto conhecimento.
Para mim, esta relação ilustra não só a divisão entre gerações, mas a divisão do trabalho que tive a oportunidade de vivenciar durante minha – curta – trajetória de cinco anos de trabalho em três diferentes empresas. Os X são os líderes, os Y os liderados. Nunca vivenciei a integração dessas duas gerações, nunca tive um chefe que quisesse aprender a usar o twitter, tampouco eu quis saber o porquê de usar duas folhas de papel para requisitar um pacote desse mesmo material (que já acabou por sinal!!!).
Sei que esta é a realidade de muitos jovens nas empresas, pois a maioria dos que conheço reclama das mesmas coisas: são cobradas novas idéias, mas elas nunca são ouvidas. É cobrada pró-atividade, mas todas as atitudes tomadas sozinhas são – mal – questionadas, os erros são inaceitáveis e os acertos não são louvados. Enfim, nossas melhores qualidades são minadas nos nossos cargos.
Sei também que nossos chefes querem que criemos a capacidade de entender que certas coisas são do jeito que são, que nem todos os processos de uma empresa podem ser mudados, pelo menos não totalmente, e não do dia para a noite como queremos.
E é aí que nos separamos, que ficamos cada um do seu lado, e acabamos por matar nos outros o que têm de melhor. Nos líderes sua autoridade, enquanto nos é tirada a autonomia. Em nós a criatividade, enquanto nos líderes a capacidade de compreensão. E em ambos matamos a tão valiosa motivação.
Aprender a aceitar que há algo em outros que não há em nós (ou exista em quantidade muito pequena para ser suficiente) é uma tarefa muito difícil, pois quer dizer que atestamos não termos determinada qualidade ou atitude. Não é natural do ser humano aceitar e assumir suas fraquezas.
Talvez nós, Y, tão abertos a mudanças tivéssemos de dar o primeiro passo, fazendo com que os X vissem que o processo de aprendizado é uma via de mão dupla. Como? Mostrando a eles que aceitamos suas idéias e que elas têm valia. Mostrando a verdade, como ela é. Conversando, cooperando. Quem sabe a sinceridade não é o primeiro passo para melhorar este processo.
Eu estou tentando. Espero que funcione. Porque X+Y pode dar muito se estivermos dispostos a somar…
*Indira Hansen Ferreira tem 21 anos, é casada, mãe de um menino de 2 anos. Bacharel em Administração, é Auxiliar Administrativa na Universidade de Mogi das Cruzes. Apaixonada por pessoas, trabalha desde os 16 em contato direto com o público.





Indira, gostei. Você fala como uma pessoa muito experiente.
Obrigada Monica!
Apesar de não possuir muita experiência, tento passá-la da melhor forma!
Abraços!