
Por Tatiana Kielberman
Decidi responder à pergunta feita em um post da Eline Kullock com outro post, pois o espaço disponível para tecer comentários, às vezes, é curto demais para uma geração que quer expor suas idéias ao mundo em tamanha abundância. Também assisti ao filme “Amor sem escalas” e enxerguei a trama como uma crítica ao RH, que hoje coloca tantas histórias de vida em xeque, passando por cima de valores éticos para defender os interesses das organizações.
Assim, ao ler o texto, busquei um olhar atento para a forma como o assunto foi exposto e pude ter uma percepção diferente da que me veio à cabeça após o filme. Gostaria de responder que sim, como parte verdadeira da geração Y, desejo MUITO viajar leve pela vida!
Vou explicar o porquê…
Costumo valorizar muito as relações ao meu redor e considero que elas sejam bastante profundas. Porém, após um tempo de aprendizado, percebi que precisava também conviver com dificuldades e perdas que caminham ao lado de qualquer relação. Isso não quer dizer que eu não tenha comprometimento ou queira amizades superficiais, mas que preciso, sim, ter a postura para enfrentar o mundo como ele é, com suas belezas e decepções, sem temer o desapego.
Para mim, viajar leve significa nada mais que respeitar aquilo que acontece dentro de mim diante do turbilhão do mundo lá fora. Eu sei que a geração Y quer tudo muito rápido, para ontem, com customização própria e do jeito que bem entender. Quer estar na frente em termos de trabalho, na relação com os amigos e também se impor dentro de casa. Mas a gente não pode esquecer que, em meio a essa sede de ambição e poder, a nossa geração tem um mundo interno que permanece em cena o tempo todo.
O jovem assume grandes responsabilidades desde cedo e precisa crescer muito rápido. Isso exige que, por alguns momentos, a gente peça permissão para chorar o que fica “entalado” na garganta e, no instante seguinte, voltar a sorrir largo e viajar leve, para o nosso próprio bem!
É o viajar leve que nos possibilita manter a integridade de nossos atos, sabendo ter jogo de cintura ao lidar com as mais diversas situações dentro de uma empresa e, também, no dia a dia. Mas, para isso, precisamos que vocês, nossos mentores, nos auxiliem na busca pelo autoconhecimento e valorizem o que está intrínseco aos nossos atos.
Fujam dos clichês e não pensem que queremos evitar o compromisso com a vida. Desejamos simplesmente viajar tão leve que nossas viagens se tornem vôos pertinentes à realização de nossos sonhos.





Concordo plenamente. Não assisti o filme com este olhar, mas concordo que queremos viajar leve pela vida. Não que tenha sido fácil aprender a destemer o desapego (rs), mas depois de aprendido é fácil aplicar
Vivemos cada vez mais num mundo em que as fronteiras não mais existem.
Tudo é acessível, tudo é perto …
Isso faz com que os nossos horizontes sejam cada vez maiores e isso faz com que nos distanciemos cada vez mais e para mais longe das pessoas.
É um forma de encarar a vida, tentando se adaptar pra não sofrer. Talvez seja um novo jeito de praticar o desapego.