
Por Tatiana Kielberman
Uma das notícias mais comentadas da semana diz respeito ao piloto Michael Schumacher, que a partir de hoje volta à Fórmula 1, aos 41 anos, disposto a vencer o oitavo campeonato mundial.
Em outubro de 1995, poucos dias depois de conquistar o bicampeonato mundial no Japão, Schumacher, ainda jovem, prometeu recompensar a Mercedes Benz pelo apoio financeiro que recebeu no início de sua carreira. Em agosto do ano passado, no GP da Europa, o piloto demonstrou que estava disposto a voltar à F1 após ter se aposentado em 2006 e cumprir a promessa.
Porém, Schumacher terá que enfrentar um cenário muito diferente do qual estava acostumado: o inevitável confronto entre duas gerações de grandes talentos. De um lado, o grande e conhecido dono de sete conquistas mundiais; do outro, um time de pilotos jovens, experientes e com vontade de vencer. Em seu discurso, o campeão afirma que “parou cedo demais”, apesar de em 2006 ser isso o que desejava, por ter abdicado durante muitos anos da vida pessoal.
Pensando no âmbito das empresas, o que a Fórmula 1 ganha com a volta de Schumacher, um piloto da geração X, quase baby boomer? Em primeiro lugar, é preciso atentar às vitórias que ele já conquistou e, como dizem, “às coisas que apenas ele é capaz de fazer nas pistas”. Isso demonstra que a experiência de alguém que está a mais tempo na carreira pode valer mais que os truques dos novos talentos.
Em contrapartida, alguns colegas mais jovens que, inclusive, venceram Schumacher, previnem o campeão das dificuldades que ele poderá encontrar, talvez até maiores do que as que estava acostumado, pois precisará assumir os riscos de concorrer com uma geração de talentosos pilotos, já campeões do mundo ou com importantes vitórias.
O piloto conhecido como prepotente, egoísta, vaidoso, mas, ao mesmo tempo, incomparável, vivenciará novas experiências em uma categoria com regras totalmente modificadas, o que o tornará o “mais velho novato”.
Schumacher poderia ter se esforçado menos optando por atuar como consultor, manager ou diretor técnico da equipe, sem precisar voltar a correr. Porém, a sede de aventura falou mais alto e assistiremos, então, a um típico conflito de gerações.
Há controvérsias em relação a esse assunto: será que Schumacher deveria saber a hora de parar e abrir espaço para novas gerações de talentos? Um título a mais, agora, virá apenas ratificar o que já é fato, que Schumacher foi um fenômeno das pistas de sua geração de pilotos?
Por outro lado, será que abrindo mão dessa escolha, ele estaria abdicando de um lugar que nunca deixou de ser seu?
Eis o grande dilema com o qual as empresas precisam lidar todos os dias: o respeito entre as gerações e seus espaços no mercado de trabalho, manejando um conflito que já é evidente.
A solução? Pergunte às próximas gerações, que irão assistir de o camarote ao resultado desse processo urgente ao transitório.





Boa pergunta………….ainda está muito longe o respeito, a educação, o esporte, infelizmente.
É muito difícil vc dizer para um grande empresário, como por exemplo, um banqueiro, mais de 70 anos, suficientemente rico, que ele precisa passar a dar crédito a uma nova geração.
Desafio por desafio, a geração de hoje não teria paciência de ultrapassar o que esse banqueiro fez. Não mesmo! Por mais líder que seja. Hoje essa geração quer tudo pronto, se bobear nem sabem que a laranja vem do pé da árvore e não dentro de um saco.
Oi Tati , gostei do texto.
Se por um lado este gde corredor está tentando se superar por outro vai encontrar uma realidade bem diferente da quela que costumava enfrentar . Porém esta vontade de viver e participar são inerentes ao temperamento de um campeão. Acredito que ele conseguirá . Beijos Charlotte