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Por Tatiana Kielberman

Às vésperas dos 23 anos, posso me considerar uma jovem adulta que sente todas as alegrias e angústias comuns à geração Y. Porém, apesar de compreender esse processo como natural, muitas vezes necessário, ainda hoje observo que meus pais me tratam de maneira muito mais cuidadosa e delicada do que talvez deveriam.

Isso não significa que eu recuse o imenso carinho que eles depositam em mim, mas confesso que, por certo tempo, o fato de ser tratada desde a infância como “bibelô” trouxe certa preguiça de construir meu próprio cenário de atuação nos diversos palcos da vida. Aliás, demorei muito para rever essa esquete e realmente me tornar o que nasci para ser, mas hoje reconheço que isso é muito necessário!

Porém, ainda que eu procure seguir um caminho próprio hoje em dia, continuo extremamente ligada a essas duas figurinhas únicas. Sabe por quê?

Primeiro, porque “estar protegida por mamãe e papai” é muito confortável. Ninguém deseja sair de um colo quentinho se sabe que encontrará o frio lá fora. Por isso, quero curtir esse meu espaço o máximo que puder, pois sei que quando precisar abdicar dele, não será nada fácil.

Outro motivo que me faz ainda querer ser criança é que meus pais não agem desse modo para serem notáveis: eles fazem o impossível porque me amam e querem simplesmente me ver feliz. Portanto, nesse caso, o rótulo é inegável: eles são sim, super-heróis, e eu recuso imitações.

Poderia citar muitos outros fatores que me levam a estar super conectada aos meus pais: eles estão sempre lá quando eu preciso, me ajudam a superar crises, sem prejudicar as decisões que precisam partir de mim e incentivam cada um de meus processos criativos, além de, é claro, darem total suporte e conselhos valiosos em cada uma de minhas escolhas. Eu poderia me acomodar e não desenvolver nada disso, mas escolhi fazer do apoio deles um grande trunfo para o meu sucesso!

Sou mesmo tiete oficial da geração baby boomer e, como Y, não poderia querer pais melhores! E acreditem, não é conto de fadas: é possível que a geração Y se dê bem com os pais, mas para isso precisam perceber a importância dessa relação em suas vidas.

Porque, se pararmos para pensar, temos muito deles e eles têm muito de nós, o que faz com que o gap entre gerações seja apenas uma diferença em meio a inúmeras semelhanças.

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5 Responses to “Os super-heróis da geração Y são os pais”

  1. clara zaiantchik disse:

    Filha querida, cada minuto que passa vc me faz ser mais tiete sua.
    O tamanho do meu orgulho é imensurável e o meu amor por vc é infinito.
    Seria maravilhoso se a geração Y pudesse entender e pensar como vc.
    Obrigada por existir.
    “Sua mãe e amiga”.

  2. Amanda disse:

    Tatiana, concordo plenamente com você… tenho sua idade e agora prestes a sair de casa (de verdade!). Mas nada melhor do que nossa casa… nossos pais!

  3. Tuka disse:

    Oi Taty
    Ui, o que vc disse lá em cima foi corajoso. Infelizmente nem todos os Y`s pensam como vc. Queria que alguns X`s pensassem assim.
    É muito bom conversar com vc, até pq, pra mim vc não tem MESMO a idade que diz ter! SALVE, SALVE DONA CLARA! Por que?
    A educação que ela te passou, a arte dela, o amor dela, isso sim é artigo em total extinção!
    A arte da palavra, o dom da fala, esse vc tem e vai muito longe!
    Te adoro muito.
    bj

  4. Lineu Andrade disse:

    Muito bacana o tópico. Concordo com você plenamente, e quanto me perguntam quem são meus ídolos, a resposta está na ponta da língua: meus pais!

    Acho que devemos tentar entender nossas diferenças, e aproveitar o que eles tem de bom pra nos oferecer, o que não é pouco. Aprendi muito com meus pais nos últimos tempos, e posso dizer que grande parte das minhas decisões pessoais e profissionais foram tomadas com base em conversas que tive com eles.

    Família é tudo na nossa vida!

    Abs,
    Lineu Andrade

  5. Gostei muito do seu texto.
    Realmente os pais são peças fundamentais para um futuro profissional de sucesso. Claro, conheço muitas pessoas bem sucedidas que não tiveram apoio ou até mesmo pais ausentes. Esses se destacam por serem pessoas fortes e determinadas.
    Porém aqueles que podem contar com o apoio frequente dos pais e tem vontade de criar seu próprio caminho sem se acomodar no aconchego propiciado por eles, esses sim são muito mais felizes em todos os aspectos da vida.

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