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Por Renato Andrade

O ano de 2010 no Brasil será marcado pela escolha do novo Presidente da República, novos Deputados Federais e Estaduais, além de Senadores e Governadores.

Depois do sucesso da divulgação via web realizada na campanha do presidente Barack Obama nas eleições americanas, os políticos brasileiros buscam referências para inovar e também obter sucesso. No entanto, esbarram inicialmente em dois fatores: criatividade e tecnologia.

Temos visto que, de fato, as leis brasileiras não estão preparadas para a geração 2.0, já que as informações postadas na internet sobre o que pode ou não nas campanhas eleitorais, são desencontradas, como tem sido discutido por blogueiros (veja matéria aqui), agências digitais e veículos de imprensa.

Pode ou não estar nas mídias sociais? E os blogs pessoais, são permitidos? Com tantas burocracias, grande parte dos candidatos está optando por manter o tradicionalismo e não correr o risco de uma punição.

Como sabemos, a política brasileira ainda é constituída por muitos membros da turma que sempre disputou os cargos eleitorais, muitos da geração Baby Boomer, acostumados com burocracias, longas reuniões e até um certo preconceito com a comunicação via internet.

Tive a oportunidade de participar de um encontro entre os antigos membros da política com jovens da nova geração. Alguns da ala mais conservadora achavam uma absurda falta de respeito a juventude utilizar laptops para passar informações adiante durante o debate do partido.

Em contraponto, um jovem estudante de jornalismo declarou certa frustração, já que seu material iria demorar dias para a publicação, pois teria que passar por vários departamentos e aprovações.

Muitos acham improvável que a nova geração seja multitarefa e não entendem como podem prestar atenção no debate, tirar fotos do evento, digitar texto para um blog e resumir pontos importantes em 140 caracteres.

A geração Y que participa das eleições 2010 precisa, além de explicar as funções das novas tecnologias, entender que existe um processo de hierarquia, nada dinâmico.

Em meio a tanto tumulto, o que salva, é que já temos políticos brasileiros utilizando positivamente as redes sociais e apostando na interatividade para conquistar o eleitorado. Alguns já utilizam o Twitter, blogs e outras redes sociais. Utilizam “ghost writers” e treinam seus novos assessores para entender o que falar sobre política na internet. Afinal, essa é a forma mais simples de atingir os jovens e tentar, de alguma forma, incluí-los na política.

Infelizmente em 2010 não teremos um case de sucesso como o que aconteceu na campanha presidencial americana. O que resta é ficar na torcida para o povo brasileiro saber votar e que o gap entre as gerações seja utilizado para o bem de nosso país.

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