Por Manuela Mesquita
A geração Y está marcando história. Em um passado muito recente, alguns poucos profissionais começaram a discutir nossas características, relacionando-nos primeiramente à tecnologia, até destrincharem nossas particularidades, encontrando diferenças comportamentais que nem nós mesmos tínhamos nos dado conta de que existiam.
O assunto agora é o futuro, como será essa geração nos cargos de lideranças das organizações? Como seremos nós, os mesmos que lutam por qualidade de vida e por participar das decisões mais importantes, na posição de gestores?
Se disser que sei a verdadeira resposta, estarei mentindo, mas acho que se começarmos a analisar o mercado podemos entender que muita coisa vai mudar e já está mudando.
Acho que os líderes já estão entendendo que o autoritarismo ficou no passado e que agora, o que funciona, é a colaboração, o trabalho em conjunto, em que o gestor compartilha conhecimento com seus subordinados, que contribuem com seus líderes o que sabem, da tecnologia às modernidades do mundo.
Acredito sinceramente que os horários serão muito mais flexíveis, até porque cada vez mais teremos funcionários no estilo home office e teremos a liberdade de adequar tempo e local às necessidades organizacionais.
Isso porque, desculpem-me os tradicionais, mas o mundo não funciona mais somente das 9h às 18h e tudo o que queremos é trabalhar no horário em que se adequa a todo o resto.
E isso não significa corpo mole, nem folga ou qualquer coisa neste sentido. Não queremos trabalhar menos, ganhar dinheiro fácil, mas queremos que isso faça parte de uma vida externa. E que ela, de fato, exista. Não, não resumiremos nossas vidas ao trabalho e acho que os líderes deviam agradecer essa nossa postura.
Vejam pelo lado bom, não teremos mais nas companhias funcionários esperando bater o relógio no horário de ir embora ou pessoas reclamando dia a dia por terem que cumprir uma carga horária que não se justifique.
É claro que não vivo no mundo dos sonhos e nem acho que vamos acordar amanhã num cenário cor de rosa, com cada um fazendo o que quer, da forma como bem entende. Afinal, o mercado é cada vez mais competitivo e o volume de trabalho cada vez maior.
Mas se todos entenderem a necessidade de se viver, numa vida tão curta, talvez todos poderiam ser um pouco mais felizes e o exemplo que o cenário de mercado de trabalho que passaremos aos nossos filhos, possivelmente será melhor do que o que veio de herança dos nossos pais. Pelo menos, é assim que espero.






Manuela, seu texto está irrepreensível, ótima percepção, parabéns pela abordagem!
Acredito que essa idéi de futuro se dará devido a uma das características da geração Y: esses profissionais não temem compartilhar conhecimento. Com isso não temem perder a vaga para outro, e ao contrário disso, ensinam , preparam e qualificam seus subordinados com o conhecimento que já adquiriram.
Aquele chefe inseguro que é o primeiro a chegar e o último a sair vai acabar. Aquele outro inseguro que guarda na manga algumas informações para se sentir insubstituível também vai acabar. O líder Y será aquele que segura o prego para o companheiro martelar, e buscarem juntos o resultado desejado. Trabalhar como líder ou liderado deverá ser cada vez mais prazeroso, e a vida compartilhada com o trabalho será mais bem vivida e mais saudável.
Grande abraço!
Adriano Berger