Por Eline Kullock
Ontem, na academia, aconteceu algo que pode explicar um pouco do comportamento da Geração Y, da forma como podemos liderá-la e mantê-la na organização.
Um jovem rapaz fez uma aposta com seu personal trainer: se o personal perdesse 20 kilos em 20 dias, o aluno lhe pagaria 300 reais. Se o professor não conseguisse eliminar os kilos, teria de dar dois meses de aula de graça. Esse aluno, geração Y na veia, apostava tudo. Apostava que conseguia correr 12 km por hora, valendo 200 reais. Até com a mulher, ouvi apostando que ficaria mais bronzeado no final de semana na praia. Fiquei achando aquilo uma maluquice e refletindo sobre como a Geração Y funciona.
Eles cresceram jogando no computador, em vídeo games, o tempo todo. Acostumaram- se a perder, recomeçar e apostar. A competição parece não lhes causar medo, pelo contrário, parece ser o que lhes dá energia, o que desafia e tira-os do tédio.
E, assim como nos computadores, a vida deve ser um grande jogo de fortes emoções. Querem funcionar na base da adrenalina, com esportes radicais, sem rotinas, com novas fases, ganhando e evoluindo, passando pra etapa seguinte.
Me dei conta de que tinha encontrado uma possível forma de lidar com eles. Dê-lhes o jogo. Da sua forma. Faça com que eles passem do estágio um, para o estágio dois, para o estágio três e assim por diante.
A adrenalina vai mantê-los motivados no jogo. Eles vão correr atrás de suas metas. E essas metas não devem ser necessariamente dinheiro, mas devem sim existir!
Como estipulá-las? Provavelmente alguém da própria geração Y vai poder definir, dizer para quê correm e o que os faz querer quebrar as barreiras e lutar para se manter na primeira posição.
E isso está no sangue, no DNA, nos princípios. Todos sabem que a Geração Y trabalha muito bem, desde que seja no que ela quer. Por isso, busque entender o jogo em que ela quer competir e inicie essa disputa.






Eline, fantásticas suas observações nesse texto!
Me despertou para a colocação que você fez de como estimulá-los no trabalho: Dê-lhes o jogo. Com isso, a gestão de RH deve passar a analisar com maior critério o plano de carreira da empresa, oferecendo maiores possibilidades de crescimento a curto e médio prazo, utilizando as categorias junior, pleno e senior em várias funções, proporcionando o crescimento planejado e mensurado de cada membro. O profissional saberá que após superar uma etapa, como num jogo, será graduado no próximo escalão de suas atividades. Quem sabe essa não seja uma saída para reter bons talentos da geração Y nas organizações?
Forte abraço!
Adriano Berger