Feed on
Posts
Comments

Por Adriano Berger

Dia desses estive no Salão do Livro em Palmas-TO e não resisti à enciclopédia mirim da Larousse, com doze volumes por R$ 36,00. Imagine a leitura gostosa, ilustrada e educativa para os filhos com conhecimentos gerais ao custo de R$ 3,00 por volume! Comprei a coleção e outros livros infantis a custos irrelevantes.

Tenho estimulado minha filha de quatro anos a esse hábito, leio muito para ela, que não troca a leitura de um livrinho por um desenho da TV Globinho.

Certamente, na idade adulta essa experiência terá tido o seu imenso valor e ela terá facilidade na fala, escrita e no poder de argumentação, o que poderá torná-la uma profissional segura, criativa e mais competitiva no mercado de trabalho.

Acredito que não há criança menos capaz que outra. O que há é criança mais ou menos estimulada. Por isso, sempre alerto no meu blog sobre um caos futuro proporcionado por gerações de famílias desestruturadas, pais separados e crianças criadas em creches, com pouca presença dos pais, em que pequenos hábitos como a leitura antes de dormir, já se perderam há muito tempo ou nem ao menos existiram.

Os próprios pais não lêem, afundados cada vez mais na correria do trabalho, em que 24 horas não são suficientes para se fazer todo o necessário. Como podem exigir isso de seus filhos, das novas gerações que vêm por ai?

Será que vale a pena esperar que o Estado perceba isso e prepare suas escolas para suprir essa inevitável deficiência,adequando sua estrutura pedagógica para a nova realidade social?

Está aí uma possível demanda para quem deseja empreender: escolas dirigidas para preparar filhos de pais ausentes. Eles precisam de carinho, estímulo, colinho… precisam ser educados à moda antiga, ouvir contos de fada, brincar no chão e fazer oração na capela.

As crianças tecno-biônicas do futuro tendem a ser frias e vazias se não prestarmos mais atenção nelas, e serão tão carentes quanto um robozinho andróide do Inteligência Artificial.

Nós, adultos, já estamos no futuro. Nossos filhos ainda não, e precisamos, como nunca, pensar neles…

Related Posts with Thumbnails

3 Responses to “Escola para filhos de pais ausentes: um novo nicho de mercado‏”

  1. Parei de trabalhar por essa razão. Sou mãe de um menino de 03 anos que iniciou este ano seu período escolar. Demorei um ano para tomar a decisão de “postergar” a minha ascensão profissional e me dedicar ao meu rebento em sua fase tão importante. E percebo que tem muitas mães que têm vontade de fazer isso, mas a preocupação com o dinheiro e com o trabalho ainda vêm em primeiro lugar. Começo a chegar a uma pergunta: será que esta independência feminina foi uma boa idéia para a formação das próximas gerações? Digo isso, pois a mãe, a mulher é a base sim de uma família, eu diria que a mulher em seu sexo frágil que nada tem de frágil, carrega a família nas costas e é o alicerce. Porque os casamentos acabam são tão efêmeros? Porque tem tanto adolescente se drogando, se matando e matando? Cadê o respeito, cadê a educação das nossas crianças, dos nossos jovens? Isso é um reflexo claro de falta de pai e principalmente de mãe. Faltam pais, mães, valores, tempo para os filhos, troca de carinhos, de bate papos, de fazer nada juntos…falta tudo isso! E por isso cada vez mais a nossa sociedade está crescendo sem fé, sem esperança e sem educação e valorização humana.
    Quando penso em tudo isso percebo que fiz a coisa certa pois agora sou mãe 30 horas por dia, e sei que meu filho valoriza cada minuto disso. Eu percebo no olhar, e em cada gesto e carinho dele.
    Um grande abraço,
    Aparecida

  2. Aparecida, não tenho como expressar a minha admiração por sua sensibilidade e coragem de tomar essa decisão. Sei que nos dias atuais é muito complicado esperar que as mulheres adotem sua posição materna, mesmo que sob a pena de abrir mão da carreira profissional, coisa que todas as pessoas, de ambos os sexos, sempre aspiram.

    Mas suas colocações foram perfeitas, concordo com cada palavra sua. Sem sombra de dúvida seu filho terá um potencial competivo, maturidade emocional e equilíbrio para uma vida de sucesso e feliz.

    Quero recomendar-lhe um livro que me fez muito bem, abriu-me uma outra visão a respeito da importância do amor percebido pelas crianças: As cinco linguagens do amor das crianças (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=314537&sid=8916231421241340153835767&k5=53A1372&uid=). Essa literatura vai torná-la ainda mais convicta de que tomou a decisão certa.

    Forte abraço!
    Adriano Berger

  3. Em tese, concordo com tudo o que você disse. Minha filha tem um ano e meio e passa o dia inteiro na escola (e foi difícil encontrar uma escola em que confiássemos, em todos os aspectos). Mas temos o cuidado de, ao chegar em casa à noite, brincar com ela, contar histórias, pintar, conversar, jantar juntos à mesa. Enfim, aproveitar o tempo juntos.

    O que me assustou no seu texto foi o trecho abaixo:

    “Certamente, na idade adulta essa experiência terá tido o seu imenso valor e ela terá facilidade na fala, escrita e no poder de argumentação, o que poderá torná-la uma profissional segura, criativa e mais competitiva no mercado de trabalho.”

    Não estou preocupado em formar uma profissional desde já, mas estimulá-la para que seja um ser humano melhor, mais criativa, mais articulada, mais consciente do que se passa ao seu redor. A vida profissional é apenas uma conseqüência disso tudo e não um fim.

    Vejo amigos com filhos na mesma faixa etária, um pouco mais, um pouco menos, preocupados com a escola que vão escolher já projetando um vestibular assim ou assado…

    Vejo, já há algum tempo, o mundo meio torto, algumas gerações meio que sem saber o que fazer ou como fazer. E estamos colocando os carros à frente dos bois. Precisamos nos preocupar em formar bons seres humanos. A vida profissional é só uma das muitas facetas do que isso significa.

Deixe Seu Comentário