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Por Sarah Newton*

Passei muito tempo aconselhando a geração X sobre como lidar com a geração Y. Isso porque, mesmo que haja um respeito entre ambas, ainda é preciso aparar algumas arestas.

Enquanto foi dito aos Ys que eles poderiam ser bem-sucedidos e fazer o que bem entendessem, a geração X foi orientada a não “aparecer”, a não ter expectativas muito altas e a ser realista. Para todos os prêmios e troféus que a geração Y ganhou simplesmente por ter nascido, a geração X foi deixada em segundo plano, pensando não ser boa o suficiente. Enquanto a geração Y foi educada com todo o carinho, cuidado e superproteção, a geração X aprendeu que o esforço individual é o que conta e que ela precisa vencer, não importa o que aconteça. E que se deve simplesmente deixar os ares da juventude irem embora quando é chegado o momento.

Ao mesmo tempo em que os jovens da geração Y foram crianças amadas e queridas, os bebês da geração X foram, em sua maioria, um “erro”, sendo lembrados disso muitas e muitas vezes.
A Geração X foi uma corte muito rebelde da juventude, que praticamente só queria cuidar da própria vida. Eles viram coisas e lidaram com problemas muito mais cedo do que deveriam. Eles eram temidos e ignorados pela sociedade e cresceram isolados, acostumados a serem negligenciados.

Por isso, quando você vê uma geração Y entusiasmada, que pode fazer tudo, gosta de trabalhar unida e é confiante, em contraste com uma geração X cética, individualista, que pensa que pode fazer tudo sozinha, percebe que elas nunca se encontrarão.

Recentemente fui contatada por uma jovem da geração Y que estava tendo problemas na companhia onde fazia consultoria. Os membros da Geração X não estavam aceitando-a de forma gentil e ela queria entender como poderia fazê-los cooperar. Eu concordei em encontrá-la e falar sobre isso, o que me mostrou claramente as diferenças entre as duas gerações.

Quando nos encontramos ela entusiasticamente gastou trinta minutos me contando sobre ela mesma e sobre os prêmios e condecorações que recebeu, depois gastou mais trinta minutos dizendo quão maravilhosa eu sou, até o ponto de eu enjoar. Então ela disse qual era o problema e me perguntou o que poderia fazer. Eu terminei a reunião sentindo que eu havia sido mastigada e cuspida. Nossa, é assim que os funcionários se sentem no local de trabalho?

Isso me fez pensar como a geração Y pode fazer a geração X cooperar com ela sem levá-los ao ponto de náusea?

1. Faça com que eu me sinta especial, mas nem tanto. Tudo bem, queremos sentir que ajudamos e temos utilidade, mas qualquer coisa em excesso nos faz pensar que você não está sendo sincero. Um simples “você está na companhia há muito mais tempo e eu gostaria de ouvir sua opinião” é suficiente. Faz-nos sentir que temos algo que precisa sem muito louvor.

2. Nós sabemos quem é você, por isso, não nos conte. Nós não somos bons com pessoas se gabando, isso nos faz sentir muito inseguros. Não estamos acostumados a isso. Acredite, nós teremos pesquisado sobre você, principalmente para saber se você é considerável ou não, por isso, por favor não nos conte. Você é especial, nós sabemos, não nos empurre isso goela abaixo.

3. Nós queremos ajudar. Nós temos afinidades com a juventude e queremos ajudá-los, mas somos sempre suspeitos sobre os motivos das pessoas. Seja realmente honesto conosco e não sinta que precisa perguntar o tempo todo se precisamos de seu auxílio.

4. Reconheça o que fizemos. Parece que não gostamos disso, mas no fundo gostamos. Se podemos ajudá-lo, por favor, faça com que as pessoas saibam disso. Nós podemos não reconhecer que fez isso e até ficarmos vermelhos e dizer “Você não deveria”, mas se você não faz isso, nós iremos odiá-lo secretamente por muito tempo. E se há alguma coisa na qual a geração X é boa, é em causar problemas.

Como retorno, prometemos lhe dar atenção e ouvir suas idéias, além de reconhecer suas especialidades.

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One Response to “Será que, em algum momento, as gerações X e Y irão valorizar o “olho no olho”?”

  1. Henrique disse:

    Muito interessante, parabéns.

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