
Por Clara Zaiantchik
Na última semana, um acontecimento inesperado e muito triste me fez refletir sobre os vínculos que as diferentes gerações criam ao longo da vida. Minha filha perdeu uma amiga jovem, de apenas 30 anos, vítima de uma parada cardíaca. Elas haviam se conhecido pela internet, já que uma morava no Rio e outra em São Paulo, e se encontraram uma vez pessoalmente, mas apesar da distância dali nasceu uma grande amizade.
O que me chamou atenção foi o seguinte fato: dias antes de terem certeza de que a moça realmente havia partido, minha filha e os amigos começaram a se comunicar intensamente via internet para entender o que estava acontecendo.
Fizeram uma forte campanha no Twitter, procurando pessoas que soubessem onde ela estava, além de trocar mensagens constantes pelo MSN. Um detalhe importante é que esse grupo incluía jovens, crianças, adultos e idosos, todos unidos por um único objetivo.
Após a confirmação do triste acontecimento, o grupo permaneceu ativo na internet. Cada um buscava meios de confortar o outro da maneira que era possível naquele momento. Homenagens em blogs, “tweets” de condolência à família e aos mais próximos, entre outros, fizeram parte da troca que essas diferentes gerações realizaram entre si.
Pode parecer um fato corriqueiro e sem tanta importância, mas eu acredito que, se na família e nas empresas pudesse haver esse tipo de cooperação, amor ao próximo e solidariedade, talvez os conflitos entre gerações fossem bastante amenizados. Quando se trabalha em conjunto, a exemplo desse grupo, e da nova geração, mesmo nas horas difíceis é possível suportar a dor e assistir a jovens e adultos compartilhando suas experiências mais valiosas.
Outra lição importante a se aprender dessa história: a internet tem aproximado as pessoas. Vejo muitos dizendo o contrário por aí, mas como baby boomer assisto a esse fenômeno acontecendo todos os dias, cada vez mais. Vínculos virtuais podem ser tão curadores e vitais quanto aqueles construídos na realidade cotidiana. E isso vale para toda e qualquer geração!





Ter amigos é fundamental.
Conhecer pessoas é muito importante, fazer amigos é
fundamental
Bjsss
Marita.
AS gerações diferentes fazem lindas amizades.
Para as pessoas serem amigas não precisam ser
da mesma geração.
Tenhos amigas e amigos de varias gerações
e acho um barato.
Bjsss
Marita
Com certeza, Marita… Obrigada por passar por aqui!
Beijos!
oi clara,parabens por este novo “dote” que vi em vc, já sei de muitos outros ,agora fiquei surpresa como vc escreve bem , parabens! Deixo meu grande abraço Annita
Você diz:
“mas eu acredito que, se na família e nas empresas pudesse haver esse tipo de cooperação”
Infelizmente nas empresas não exite esse tipo de cooperação e, fico me questionando porque ?
A unica resposta que consegui dar a mim mesmo foi: cultura social familiar e empresarial .
Parabens pelo artigo !
Observação valorosa demais…
Parabéns pela linda narrativa e sensibilidade.
Eu sou a Sandra Cajado do site “S.C A&C” e nossa querida Tatiana Monteiro era uma das administradoras do site e também colunista.
A procura foi muito grande,aflição sem igual mas na hora do desespero seguramos nas mãos uns dos outros e criamos um porto seguro chamado amor!
Sinceramente eu concordo com você e acho que internet também é carinho.
Um grande abraço querida e ler isso tudo aqui me deixou confortada no meu coração.
Tatiana Monteiro era mais do que uma simples amiga pra mim,era uma filha que adotei com um amor incondicional.
Chegaria dia 14 de abril agora,minha casa e minha familia estávamos ansiosos com a chegada dela.
Por algum motivo a rota foi mudada rumo ao jardim celestial.
Clara, gostei de sua posição neste caso. Realmente esta jovem se foi muito cedo e deixando muita saudade nos amigos. Eu teria gostado de conhece-lae e não tendo sido possivel junto -me àqueles que choram sua partida . Charlotte
Concordo em gênero, número e grau com as palavras desse post. Enquanto muitos desacreiditam no amor e na possibilidade de vínculos verdadeiros quer seja via internet quer não, outros provam o contrário. Tive o privilégio de conhecer e estabelecer mesmo que virtualmente, amizade com essa pessoa maravilhosa que foi Tatiana Monteiro, e também tenho o privilégio de estar entre esse grupo de pessoas amigas. Como você disse – “Vínculos virtuais podem ser tão curadores e vitais quanto aqueles construídos na realidade cotidiana. E isso vale para toda e qualquer geração!” – E tenho sentido isso no meu cotidiano. Antes de mais nada, não podemos nos esquecer de que quem está atrás do monitor de um computador, é um ser humano com coração e sentimentos. Por isso o vívnculo virtual pode ser tão verdadeiro, mesmo por trás dessas máquinas!
Beijos e parabéns!
Enluarada – Colunista do Sandra Cajado Arte & Cultura.
Clara que texto incrível. Sou colunista do Prosa em Verso e especializada em gestão de pessoas, por esta razão adorei as suas observações. Acredito que quando a ferramenta da internet é usada de forma correta ela traz uma aproximação muito boa, mas creio também que ela pode afastar o ser humano deste relacionamento quando estes a utilizam apenas para jogos, como anda acontecendo com várias crianças e jovens, que passam a ter uma postura timida e assim dificuldade de integração.
Falar em sentimentos conquistados pela internet não é dificil para mim, já que ali encontrei amigos verdadeiros e mesmo nunca ter tido a oportunidade de abraçar cada um deles, são muito especiais para mim.
Perdi meu pai há dois anos e depois disso não me abati mais com o falecimento de pessoas conhecidas e familiares, no entanto a partida da amiga maravilhosa Tatiane Monteiro me doeu demais, de uma forma que nem dá para descrever. Não a conhecia pessoalmente, mas o amor nasceu e a amizade foi plena durante todo o tempo.
É isso aí a melhor solução para tudo é o amor.
Adorei o seu blog, estarei aqui sempre!
Um enorme beijo
Obrigada a todos pelo carinho dos comentários!