
Por Julianna Antunes
Que a maioria dos Ys é ligada na tomada e ama tecnologia, não é mais dúvida para ninguém, correto? Não sou daquelas viciadas que, ao menor sinal de novidade, sai se cadastrando em sites e novas mídias sociais. Mas tenho um blog e digo por experiência própria: a tecnologia pode nos expor ao mundo de forma muito positiva.
Já tive um blog pessoal anos atrás, em que contava a minha epopeia de morar sozinha e avacalhava meu jeito nada prendado de lidar com as tarefas domésticas. Passada a fase de blog pessoal, muitos anos depois, muitos mesmo, resolvi ter um blog para falar do assunto com o qual eu trabalhava.
Pois bem, no ano passado criei um blog que trata especificamente de sustentabilidade corporativa. Meu único objetivo com ele era expor conhecimento sobre o tema. Se tivesse sorte, poderia gerar intercâmbio de informações com pessoas da área e só. Era essa a minha visão, até porque desde o encerramento do meu blog pessoal, não tinha noção de como o veículo tinha se profissionalizado.
Mas então, eis que dois meses depois do início das atividades, recebo um e-mail perguntando se tinha interesse em escrever um publieditorial sobre um assunto X que tinha a ver com os temas que eu abordava. Publieditorial? Que raios é isso? Como boa Y, fui dar um Google na coisa e eis que me deparei com uma realidade completamente diferente da que eu imaginava.
Acontece que muito mais que ganhar um dinheirinho de vez em quando, o blog me abriu portas que nunca imaginaria que fossem abertas por um simples veiculo de comunicação que disputa espaço no tapa na mídia mais esquizofrênica que existe.
Menos de um ano depois, além dos publieditoriais, tive oportunidade de conhecer projetos de sustentabilidade nas empresas, escrever uma coluna numa revista, ser indicada a um prêmio de destaque em responsabilidade social (a cerimônia de premiação é dia 27 de maio, torçam por mim!) e vira e mexe me pedem entrevistas e convidam para palestrar.
O mais engraçado da história é que o blog, que começou como um mero passatempo, hoje é altamente estratégico para a minha empresa. Sem precisar fazer propaganda especificamente dela, me dá acesso a pessoas, empresas e eventos que eu precisaria de muito esforço para conseguir de uma forma, digamos, convencional. Sinto que ele funciona como uma garantia para as pessoas de que, sim, eu entendo daquele assunto.
Aí eu penso cá com meus botões: para o mundo corporativo, além de ser, é preciso parecer.
O Y, quando não opta por empreender, sofre um baita choque nas empresas. A maioria não assume, mas sentimos sim um olhar desconfiado das outras gerações.
Nesses momentos ter um blog ajuda a gente a também parecer. É a tal da credibilidade.
Quantas pessoas não conseguiram um emprego porque se tornaram referência naquilo que escrevem? Ou conseguiram mudar de área porque o blog atestou o seu conhecimento? Ou alavancaram seus próprios negócios?
Então, você é da geração Y e busca mudanças? Meu conselho: escreva um blog. Procure um assunto que goste muito, que domine, aborde de uma forma inovadora e mande bala. Provavelmente sua vida vai mudar e, de quebra, ainda vai se divertir um bocado!




