
Por Tatiana Kielberman
Como toda boa Y, confesso que, antes de escrever este post, pesquisei sobre o tema “solidão x redes sociais” no Google e em outros sites de busca, além de conversar também com meus pares.
Isso não significa que eu já não tivesse informações suficientes para fazer uma reflexão, pois meu trabalho é permeado por isso o tempo todo. Só queria me certificar de que os jovens da minha faixa etária estavam congruentes com essa linha de pensamento, chegando à conclusão de que sim, queremos desmistificar certos estereótipos que a sociedade insiste em reafirmar sobre a nossa geração.
Muito se fala, por exemplo, que os Ys passam a maior parte de seu dia entretidos em games, internet e todos os outros tipos de mídias digitais que surgem com o tempo. Institutos de pesquisa já até provaram que a conexão via redes sociais, ainda que amplie o círculo de contatos do jovem, restringem as possibilidades de conversa olho no olho e tornam as relações mais impessoais.
Não me atreveria a discordar disso tudo, mas o ponto que discuto é que essas mesmas fontes de pesquisa afirmam que, devido à febre da web 2.0, os jovens se isolam mais facilmente do mundo, não conseguem formar vínculos e, muitas vezes, falam sozinhos nas redes sociais.
Vou me utilizar de um exemplo pessoal para explicitar o que quero dizer: ao realizar meu trabalho, tenho contato pessoal com alguns colegas, pois me importo bastante com o contato olho no olho. Porém, percebo que virtualmente, também construo relacionamentos sólidos que norteiam muitas de minhas ações.
Às vezes, quando chego ao final do dia e estou sozinha no escritório, busco no MSN algo que renove meu astral para chegar em casa mais feliz. E, confirmando meu sentimento de que não estou isolada, meu amigo Renato, que trabalha como home office mas me salva das situações mais críticas, troca comigo algumas mensagens demonstrando sua amizade e companheirismo, que ultrapassam qualquer distância.
O mesmo fenômeno ocorre no Facebook e no Twitter. Poucas frases minhas permanecem sem resposta, até mesmo aquelas que eu gostaria de dizer apenas a mim mesma. (mentirinha branca: se realmente quisesse conversar só com a minha consciência, não precisaria twittar!)
A conclusão é que, não importa a idade, sempre haverá alguém do outro lado da telinha, esperando que alguma frase ou palavra venha como um espelho para aquilo que está sentindo ou pensando no momento.
E, falando de nós, jovens, a realidade não poderia ser diferente, já que somos a geração do feedback.
O que você pensa sobre o assunto? Nas redes sociais, definitivamente, ninguém fala sozinho? Se quiser aderir à discussão, deixe seu comentário abaixo!
Até a próxima!





Olá Tati,
nossa amizade profissional e 90% virtual virou um post!
As vezes acho que os estudiosos da época em que se acreditava que o mundo virtual iria acabar com as relações humanas, aquelas com sentimento e etudo mais, não iria chegar neste estado.
Hoje a web esta + unindo do que separando as pessoas. Novas amizades são criadas, voce participa de eventos que ficou sabendo via web e sem falar dos milhares de familiares que ligam o computador somente para dar um OI para uma pessoa querida que esta distante, por motivos diversos.
Tenho um amigo que atualmente mora em São Paulo, a mãe no interior. Eles ligam a webcam e preparam o jantar juntos, discutem assuntos de familia, mostram as novidades que compraram… enfim… coisas que algums familias, vivendo na mesma residência não fazem.
E a febre que é comentar programas de televisão via twitter? As vezes os comentários são mais divertidos do que assistir o próprio show!
Vamos esperar o momento em que o holograma vai fazer parte da vida profissional e pessoal do internauta, teremos + assunto para discutir
Adorei seu artigo, ele relata muito bem a geração Y e a Rede, dizem que são pessoas solitárias, mas eu tb não acredito nesse conceito, acho que a rede nos permite muito mais amplitude, pq ultrapassa as distâncias.
Ótimo post! Como uma exemplar típica da geração Y estou conectada sempre, mas acredito que se feito da maneira certa, estou ampliando meu networking, estreitando relações com colegas da pós, descobrindo novidades de parentes distantes. Definitivamente alguém está do outro lado para dar um feedback!!!
Oi Taty
Já de cara vou afirmar: sou uma Y exemplar.
Sem a internet e suas redes sociais eu não conseguiria socializar-me com tanta volatilidade. Minhas amizades, trabalhos, marketing e assessoria não seriam tão eficazes sem estes instrumentos.
Fora a questão de se amenizar as distâncias, as saudades e os carinhos.
Adorei seu artigo…
Bjokas
Muito grata a todos pelas observações!!!
Beijos!