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Por Clara Zaiantchik

Já faz algum tempo desde que meus filhos concluíram o 2º grau e saíram da escola. Posso dizer que realizei uma ótima escolha para ambos, fazendo-os passar por, pelo menos, dois colégios diferentes em sua trajetória educacional.

Meu filho mais velho, hoje com 33 anos, freqüentou primeiro uma escola judaica e, em seguida, partiu para uma instituição laica. Já minha filha, 10 anos mais nova que o irmão, passou primeiro pela experiência de uma escola tradicional para depois se firmar no colégio judaico.

Independente do fato de nossa família ter raízes fincadas no judaísmo, acredito que essa mescla de culturas, ambientes e diferentes criações tenha sido fundamental na vida deles, pois a escola contemporânea tradicional, em minha opinião, não está bem preparada para receber essa nova geração.

Penso que há um esforço imenso para passar um ensino de qualidade, para aderir às novas tendências voltadas à tecnologia, mas hoje em dia sinceramente observo que esse ponto não é o principal na educação desses jovens.

Nascidos em uma época de inúmeras e rápidas transformações, nossos filhos necessitam de uma base que ofereça muito mais do que os livros e computadores são capazes de transmitir. Eles precisam da ação direta do professor-educador, de uma pessoa mais velha e sábia que esteja no comando. Alguém que saiba direcioná-los, guiá-los para um mundo em que nem sempre as respostas serão as mais agradáveis – e onde, mesmo assim, precisarão ouvi-las e atuar diante delas da melhor forma.

Sinto que meus filhos puderam usufruir disso durante sua formação, pois ao mesmo tempo em que receberam um ensino sólido e voltado à modernidade no colégio laico, puderam fortalecer suas origens e partilhar de um calor humano fundamental ao passarem por uma instituição judaica.

É claro que, de certa forma, a escola laica em que estudaram também buscava seu caminho para introduzir valores na formação desses jovens, assim como o colégio judaico sempre se esforçou para colocar “os dois pés” na tecnologia.

Entretanto, a tentativa de unir as práticas ainda não se consolidou da forma desejada, já que as escolas procuram se focar em apenas uma das vertentes: a formação pedagógica ou a curricular. O foco delas não é tão abrangente a ponto de unir as duas formações que, ao final, se fazem igualmente importantes para os jovens.

O ideal seria que as entidades educacionais, sejam elas ligadas a uma religião ou não, pudessem agregar tudo de que um jovem da geração Y precisa. Para tanto, é fundamental que se coloque a escola contemporânea em debate, tirando as máscaras daquilo que tanto se precisa enxergar no mundo atual.

E você, o que está fazendo para modificar esse panorama e trazer um novo conceito de educação para a geração Y?

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4 Responses to “A escola contemporânea em debate”

  1. Isabela disse:

    Olá,
    estou fazendo uma pesquisa escolar sobre a relação “aluno x professor”. tenho 15 anos e estou no 2º ano do Ensino Médio. Convivo com isso, mais gostaria de saber mais opinioes e sugestoes sobre problemas, o que pode ser melhorado, ate onde vai os limites de cada um, o papel da escola e dos pai nessa relação. Enfim.
    Agradeceria muito a ajuda

    Obrigada!
    Isabela

  2. Fernanda disse:

    Concordo com o post, e vi um vídeo muito interessante a respeito deste tema, no link: http://www.ted.com/talks/lang/eng/sir_ken_robinson_bring_on_the_revolution.html
    Vale a pena assistir! :-)

    Fernanda

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