
Por Carol Phillips
Há mais ou menos 20 anos, William Strauss e Neil Howe escreveram um livro no qual afirmavam a existência de um ciclo geracional, que passaria por um processo de renovação a cada 22 anos. O livro se chamava, simplesmente, “Generations” (Gerações). Os ciclos foram denominados pelos autores de “períodos” ou “eras”. As crianças nascidas durante um período específico compartilhavam experiências histórico-culturais similares, que resultavam na aquisição de semelhanças entre si e de diferenças diante das outras gerações.
Um dos capítulos do livro é fascinante, mesmo tendo sido escrito 20 anos atrás, pela forma como se aproxima do que conhecemos hoje sobre as diferenças entre a geração Y e as gerações anteriores.
A razão disso é que a demografia (uma das forças que modela as gerações) dos Ys era razoavelmente previsível, até mesmo em 1991. Strauss e Howe conseguiram fazer a projeção baseados na taxa de fertilidade e nas tendências de imigração, mesmo que apenas uma parte deles tivesse nascido na época da publicação do livro.
Os autores também se focaram em apresentar a evolução principal, isto é, a criação e educação dos jovens sendo encarada como uma prioridade cultural: algo que já estava em pauta no início dos anos 90. Essa evolução teria um impacto marcante na auto-estima, nos desejos e nos valores da geração Y. Eles já previam que “essa nova geração está sendo tratada como preciosa”.
O que Howe e Strauss não poderiam saber, em 1991, dizia respeito à influência que a tecnologia e a recessão econômica teriam na formação dessas gerações.
Além da demografia, duas forças que podem ser consideradas as mais influentes são o fácil acesso a todos os tipos de informação e a compreensão de que o estilo de vida americano é, em grande parte, insustentável. Isso já resultou em uma geração mais dona de si, porém consciente, que possui um comportamento bem diferente em relação ao consumo e a mídia nos primeiros anos de seu percurso no mundo do trabalho.
O ultimo e-book da BrandAmplitude, (“Como a Geração Y é diferente”) se foca nos motivos que não foram previstos em 1991 e, hoje em dia, tornam a geração Y diferente das gerações anteriores.
Porém, o que Strauss e Howe puderam prever sobre as diferenças culturais e demográficas dos Ys perante as demais gerações, certamente o fizeram de maneira notável.
*Carol Phillips é presidente e fundadora da consultoria em estratégia de marca “Brand Amplitude”. Ela também é professora na respeitada Universidade de Notre Dame. Carol iniciou sua carreira como pesquisadora de mercado e trabalhando com planejamento estratégico na Leo Burnett. Mais tarde, como Diretora de Contas, liderou equipes em quatro agências diferentes – Y&R, Leo Burnett, Mullen e JWT – com uma variedade de clientes incluindo Sprint, Nextel, Ameritech, Heinz, 7UP e Philip Morris. Acesse o blog de Carol Phillips: www.millennialmarketing.com.





Muito bom seu trabalho. Parabéns.