
Por Sarah Newton
Ainda tenho ouvido poucas pessoas falarem sobre a geração Z, mas já consigo enxergar assuntos relacionados a ela vindo à tona.
Li recentemente um post que dizia que essa geração se parece mais com a Y do que os próprios Ys. Isso quer dizer que eles são mais conectados e se sentem mais confortáveis com a tecnologia – até porque conhecem esse mundo desde sempre!
Aos nove anos de idade, minha filha tem seu próprio computador com Skype e se diverte com os jogos virtuais, enquanto fala durante horas com seus amigos pela internet.
Porém, para mim, falar desse modo ainda é tratar a geração Z de maneira superficial. Até porque, pelo fato de terem em sua maioria pais da geração X, possuem algo que a geração Y não teve. Enquanto os baby boomers mimaram seus “pequenos” Ys, os pais X ensinaram seus filhos a tomarem decisões de forma independente, mais do que deveriam.
Também mostraram a eles que precisariam ser duros, já que “a vida não é justa” (um dos ditados preferidos da geração X). Eles os ensinaram a ser individualistas e rebeldes. Mas ainda que possam parecer semelhantes à geração Y, são completamente diferentes.
São mais cínicos, demandam estrutura e não se sentem excitados apenas por uma idéia. O vídeo da Coca-Cola me mostrou isso.
E se olharmos para Howe e Strauss (e mesmo que eu ame esses autores, entendo que alguns simplesmente não apreciem), entendemos que a geração Z é a próxima geração de artistas.
Artistas são sutis, emotivos, comprometidos e, geralmente, precisam lidar com sentimentos de repressão e conflito interno. Portanto, não fazem parte de uma geração heróica como é a geração Y.
Sua passagem pode trazer certa notoriedade, mas você pode garantir que eles trarão estrutura e um senso de estagnação, o que pode ser algo bom. Uma coisa é certa: essa será a geração mais conectada à família e, em minha opinião, eles são muito mais propensos a criar um ambiente de trabalho comprometido e fiel.





Sarah, seu texto foi incrível, realista e futurista. Tenho as mesmas opiniões que as suas sobre a geração z.
Acredito que eles sejam a consolidação de algumas características consumistas da geração y, porém tendem a uma melhor estruturação de valores, modos e opiniões, pois serão educados por aqueles criados por baby boomers, mas que já se adaptaram ao estilo dos Y.
Ou seja, a geração Z terá uma personalidade definida e não transitória como a Y, será de fato o resultado da evolução educacional e tecnológica pela qual a Y atravessou a duras penas para colocar-se no mercado de trabalho e vivencial, tentando posicionar-se com seu novo estilo estilo de vida tão questionado por muitos.
A geração Y foi um processo, a geração Z é o produto final desse processo.
Grande abraço!
Adriano Berger
O texto é incrível… e adorei o comentário do Adriano: A geração Y foi um processo, a geração Z é o produto final desse processo. Faz muito sentido isso. Parabéns a abraços. Mauro Segura.
Sinceramente? Tenho medo da geração Z. Eles serão ainda piores do que a geração Y (eu faço parte desta) em termos de valores, ética, falta de senso crítico, egocentrismo e individualismo. Se a geração Y cresceu sob um novo paradigma sócio-cultural que concomitantemente se desenvolvia e ganhava força, em que exemplos de sucesso começavam a ser pessoas como Carla Perez, Luciano Huck, etc, em que começava-se a julgar super “simpático” e “inocente” crianças de 9 anos de idade dançando na boquinha da garrafa, meninas de 17 anos se preocupando com lipo e silicone, etc, imaginem, então, como será a Geração Z, que já nasceu num contexto social em que isso já é pior que do simplesmente aceito: é pressuposto.
a grande nuance dessa geraçaõ é zapear. Daí o Z. Em comum [ com a anterior Geração y, formada pelos jovens nascidos do meio para o fim da década de 70], essa juventude muda de um cana para o outro da televisão. Vai da internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retoena novamente á internet. Também troca de visão de mundo para outra, na vida.
Agora !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!