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Por Carol Phillips*

No universo da internet, para onde quer que você olhe, sempre está acontecendo algo diferente. De acordo com a Comscore Inc., 45% das visitações em páginas da web acontecem por meio de links em outros sites. Todas as páginas oferecem diferentes opções que seduzem quem está em frente à tela. Para gerar interesse, você precisa transmitir algo que valha a pena e seja, em outras palavras, ‘relevante’.

Atrair a atenção da geração Y em um ambiente definido pela distração requer que o objeto à mostra seja interessante. Ao criar determinadas mensagens, é importante questionar se elas valem a pena a ponto de interromper o que esses jovens estão fazendo no momento.

Afinal, na mente deles, se um amigo deve tomar cuidado ao interrompê-los, as propagandas também precisam agir da mesma forma.

Para essa geração, as interrupções soam como algo rude já que, para eles, há uma hierarquia na comunicação. Uma ligação telefônica é vista como uma grande interrupção – há inclusive evidências de que os jovens falam pouco ao telefone. Os telefonemas são reservados para assuntos ‘de extrema importância’, como por exemplo, dizer aos seus pais que você precisa de dinheiro ou que irá viajar para Porto Rico ao invés de ficar em casa nas férias.

Para conversas rápidas, essa geração prefere aderir às mensagens de texto. Um adolescente envia centenas dessas mensagens por dia, já que são menos intrusivas que as ligações telefônicas, porém chegam com a mesma rapidez. O e-mail é ainda menos invasivo que as mensagens de texto e é usado quando não há urgência na resposta.

Há um mito de que a geração Y não gosta de publicidade, mas isso não é verdade. Eles apreciam as propagandas que entretêm e são engraçadas, especialmente quando se relacionam a marcas com as quais se identificam. Eles amam as propagandas atuais do iPad, do Axe e do Kindle, pois oferecem algo em troca da atenção que eles dispensam às marcas.

Os jovens consumidores, de 18 a 34 anos, querem estar “na moda” e dois terços deles acha importante ser os primeiros a ouvirem as notícias. Atualmente, observa-se que o consumo de notícias por essa geração está aumentando. Os jovens adultos criaram meios diferentes das gerações anteriores para receber informação. Eles confiam menos nos jornais para obter notícias e, ao invés disso, utilizam múltiplas plataformas e fontes, o dia todo. Também pensam uns nos outros como sua principal fonte de informação.

Já não é surpresa que a principal razão pela qual alguém adere a um grupo de fãs no Twitter ou no Facebook é saber das novidades e ganhar descontos. De acordo com um estudo da Pace University, essas são as principais razões que levam alguém a se tornar fã de uma marca no Facebook:

- Obter novidades sobre produtos (67%)
- Ter acesso a promoções (64%)
- Assistir ou fazer download de músicas e vídeos (41%)
- Dar opinião (36%)
- Conectar-se com outros consumidores (33%)

Meg Roberts, uma blogueira de que gosto muito, concorda e oferece seu conselho sobre como ela interage com suas marcas favoritas.;

“Não utilize as mídias sociais como outdoors nem como telefone. Elas devem ser uma ferramenta interativa e, quando seus consumidores falarem, ouça-os e responda a eles. Faça perguntas, ouça o nosso feedback e implemente mudanças. Todo mundo gosta de elevar o ego, certo? Os consumidores, especialmente da geração Y, não são diferentes. Há algo que nos faça sentir melhor do que ter uma empresa que ouça nossas sugestões?”

*Carol Phillips é presidente e fundadora da consultoria em estratégia de marca “Brand Amplitude”. Ela também é professora na respeitada Universidade de Notre Dame. Carol iniciou sua carreira como pesquisadora de mercado e trabalhando com planejamento estratégico na Leo Burnett. Mais tarde, como Diretora de Contas, liderou equipes em quatro agências diferentes – Y&R, Leo Burnett, Mullen e JWT – com uma variedade de clientes incluindo Sprint, Nextel, Ameritech, Heinz, 7UP e Philip Morris. Acesse o blog de Carol Phillips: www.millennialmarketing.com.

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