
Por Clara Zaiantchik
Há uma questão bastante intrigante na relação entre pais e filhos, sobre a qual costumo me debruçar, nem sempre encontrando as respostas certas, mas me esforçando para auxiliar a sociedade a repensá-la a cada momento.
A reflexão diz respeito ao limite existente nas ações dos pais diante de seus filhos: até que ponto devemos ser educadores e lutar para que esses jovens formem suas opiniões? Até onde podemos chegar sem criar conflito com aqueles que tanto amamos e que muitas vezes pensam tão diferente da gente, até pela diferença de idade e época?
Essa pergunta surge em minha mente quando discuto com meus filhos e busco guiá-los na direção de objetivos sólidos, com um grande desejo de agir por eles, tomar decisões em seu lugar e protegê-los do mundo. Percebo que, por mais que a vontade de vê-los felizes fale alto, devo me conformar que a decisão final, grande parte das vezes, será tão somente deles.
Considero que a tarefa de criar e educar os filhos não seja para qualquer um. Em muitos momentos nos frustramos, em outros esperamos mais do que eles podem nos oferecer e, com isso, nos sentimos obrigados a perpetuar uma missão que, em certa altura da vida, passa a nos trazer certa angústia e medo.
Não estou dizendo que devemos abandonar o nosso posto e abdicar da formação de nossos jovens quando eles se tornam mais adultos, mas sim que é possível se precaver desde cedo para evitar incertezas ou arrependimentos mais tarde.
Se construímos uma relação de confiança e respeito a partir do exemplo e não da coerção, ensinamos a essa geração que ela pode ser livre e correr atrás de seus objetivos, sem culpa nem ressentimentos. Se nos mostramos abertos a diferentes pontos de vista, nossos filhos não terão medo de chegar perto e dizer que se sentem inseguros em relação a este ou àquele tema, solicitando apoio e direção, sem restrições.
Vou ainda mais longe: se entendemos que nossa missão é eterna a partir do momento em que escolhemos ser pais, não será necessário sentir isso como um fardo e sim como uma dádiva, já que aprendemos diariamente com esses jovens, da mesma maneira que os ensinamos.





Clara. Adorei o seu post pois este é um tema muito relevante. Creio que o mais importante, já dito por você, é nos mostrarmos abertos e transparentes para os nossos filhos. Temos que mostrar que não existem certezas absolutas e que todos nós vivemos nossas inseguranças diárias, independentemente da idade nós estamos sempre aprendendo. Acho este assunto tão importante que eu até escrevi sobre ele em meu blog, mesmo considerando que o meu blog tem um foco um pouco diferente. Eis o link abaixo. Parabéns por nos trazer este assunto. Mauro Segura.
http://www.aquintaonda.blogspot.com
==> http://aquintaonda.blogspot.com/2009/09/dez-recomendacoes-de-como-ajudar-os.html
Oi Clarinha
Tenho algumas colocações. Vamos por partes, ok. A partir do momento que vc decide ter um filho, isso é pra sempre, ou seja, tudo que envolva e está ao redor dele. Não há um ponto específico para alcançar o topo na educação do nosso filho. O ponto é sempre estar presente, ali, ao lado, ser cúmplice, ter respeito e muito amor. Estamos numa nova era e eu vejo no meu trabalho as divergências que há entre as gerações que lido na recreação. Até mesmo entre os monitores e coordenadores. A minha educação, a que eu tive, tanto em casa como na escola, foi fundamental para meu crescimento. E digo mais, no seu caso, o que é lindo de ver é sua dedicação. Você ama os seus filhos e os faz muito amados. Se eles são do jeito que são é por seu mérito. O caráter é tudo. Tenho duas pessoas que fizeram e fazem isso comigo, meu avô (pai da minha mãe ) e minha mãe.
Exemplo de educação, respeito, amor, cumplicidade e VERDADE!
Só sabe o que é isso quem teve, sentiu.
E isso é o nosso caso: vc como mãe que passou aos seus filhos e eu como filha que tive do meu avô e tenho da minha mãe.
Vc bem disse uma frase e posso aplica-la aqui com toda segurança:
MÃE, SEMPRE ACERTA!
bj grande
do tipo grande
Tuka
Mauro,
Obrigada por passar por aqui e deixar sua contribuição.
Vindo de um expert como você, só posso me sentir muito lisonjeada!
Seu blog também é o maximo, deixarei um comentário por lá qualquer dia desses!
Beijos!
Tuka, querida…
Agradeço as palavras de carinho, você é muito especial e sabe disso!
Quem dera todos os filhos pensassem assim…
Um super beijo!