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Por Sarah Newton

Esse é um post que eu gostaria de ter escrito há muito tempo, mas precisava de alguns insights para conseguir colocar as ideias no papel.

Na Inglaterra, há algumas companhias fantásticas que começaram a trabalhar com a geração X e, hoje em dia, são vistas como um exemplo vivo de como se tornar uma empresa para a qual a geração Y queira trabalhar.

Porém, ninguém fez isso melhor do que a Innocent Drinks. Já falei sobre essa companhia em outro post e ela é um exemplo de como construir um negócio baseado em valores reais, atraindo a atenção dos Ys. Richard Reed, Adam Balloon e Jon Wright, agora com 36 anos, iniciaram no mercado em 1998 com o objetivo claro de trazer bebidas frescas e saudáveis ao público e fizeram isso de uma maneira bem peculiar.

Sempre suspeitei de que essa maravilhosa e rebelde geração X de classe média, determinada a fazer tudo de um jeito diferente, construiu uma empresa que não apenas apelou, mas valorizou as qualidades da geração Y. Eles queriam construir algo particularmente único, uma empresa que valorizasse seus jovens funcionários. Porém, eu tinha apenas ouvido falar sobre isso e precisava ver com meus próprios olhos. Então, após alguns anos tentando, consegui o convite para um encontro de desenvolvimento da empresa e, finalmente, passei o dia com outras pessoas na Innocent.

Entre outras coisas, posso dizer que essa empresa captou bem a linguagem da geração Y. Isso significa ter uma cultura que permita que a geração Y desabroche. Seus funcionários são apaixonados, comprometidos, fiéis e muito eficientes, indo totalmente contra a ideia que fazemos dos Ys no trabalho. O que será que fizeram para conseguir isso?

Os empregados da Innocent não são organizados em departamentos. Ficam todos juntos e não há escritórios com portas fechadas. Grande parte das reuniões ocorre em uma área comum a todos, adornada com grama e flores. Os gestores oferecem aos funcionários a recompensa de fazer algumas coisas que realmente desejam, em um sistema de votação. Olhando para isso, você tem realmente a impressão de que se trata de um excelente lugar para se trabalhar.

Eles não colocam a geração Y dentro de uma caixa com uma lista de tarefas – eles instigam a visão desses jovens e depois aguardam os resultados. Eles se preocupam com sua equipe e têm, inclusive, fotos de todos eles com a família no mural. Disponibilizam academia, massagista, café da manhã para todos e saídas às sextas-feiras à noite. Buscam sempre transmitir a ideia de que se preocupam com eles. Entendem a demanda da geração Y por equilíbrio e não se esquecem da família, oferecendo cinco dias extras de folga se eles se casam e benefícios extras para os que já têm filhos. É um sonho para esses jovens.

Porém, pergunte como criaram essa cultura e eles deixarão claro que tudo se deve à sua equipe fantástica. Para eles, tudo diz respeito às pessoas – elas são escolhidas caso se identifiquem com os valores da empresa e tenham a capacidade de trabalhar bem, até mesmo antes de verificar se têm experiência.

Enquanto eu estava lá, alguém questionou se a cultura da Innocent poderia ser adaptada a outros negócios, o que é uma boa pergunta. Comecei a refletir que essa tarefa precisaria de uma pessoa inovadora e humilde, que não sentisse necessidade de controlar o que e como os outros agem. Para se analisar como essa empresa tem uma cultura que a geração Y ama e admira, ouvi um funcionário dizendo que poderia ter ido à Nova Zelândia anos atrás, mas simplesmente não conseguiu deixar a Innocent. Você precisa ser uma pessoa muito especial, que se preocupa tanto com os relacionamentos quanto com o negócio e, acima de tudo, acredita que o trabalho é divertido. Não sei como você lida com isso, mas grande parte das pessoas não são corajosas o suficiente para tanto.

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