
Por Tatiana Kielberman
Nesta época de Copa do Mundo, observamos muitos jogadores passando por treinamentos, exercícios e uma forte preparação para obter o melhor desempenho nos jogos. Mais do que honrar o nome que construiu ao longo da carreira, é papel de cada jogador representar o seu país, oferecendo o máximo de si em todos os momentos.
Sabemos que grande parte dos jogadores pertence à geração Y, ainda que haja alguns “com um pé” na geração X. Por conta disso, é necessário que os técnicos tenham pulso firme ao liderar essa turma, pois sabemos que os Ys não dão folga quando se trata de desafiar a autoridade.
E o que há de mais nisso? Em um primeiro momento, pode parecer fácil driblar as vontades e egos dessa geração, mas principalmente nos esportes é visivelmente desafiadora essa postura adotada pelos Ys de criticar, desvalorizar e até punir quem está acima deles.
Nem sempre fazem isso de maneira explícita, é verdade, mas foram acostumados pelos pais a terem tudo no momento desejado e, com “jeitinho”, sair sempre ganhando. Porém, nem tudo está perdido e existem maneiras de impor e manter certa autoridade diante dessa geração. Como?
- Imponha limites em larga escala. Nem sempre eles serão respeitados, mas se você conseguir colocar algumas barreiras, provavelmente as regras serão minimamente cumpridas. Na hora de reparar os danos, o trabalho será menor.
- Exerça o seu papel de técnico com excelência. Se você está treinando, liderando, gerenciando ou coordenando uma equipe de Ys, assegure-se de estar 100% presente em cada uma de suas ações. Trabalhe a assertividade, buscando sempre se colocar no lugar de sua equipe e preveja alguns obstáculos que possam surgir no meio do caminho.
- Lembre-se: você chegou primeiro em campo! Isso pode parecer uma grande besteira, mas sua experiência de técnico ou treinador, seja no mundo do futebol ou, acima de tudo, no mundo do trabalho, é prioritária nesse contexto. Os Ys podem ter grande vontade de transformar e se mobilizar, mas você possui algo que eles ainda não conquistaram: a vivência, a consolidação de carreira e o aprendizado diante do mundo corporativo.
Valorize os gols que você tem em sua história e ensine aos jovens profissionais as grandes sacadas da vida, com respeito e limites sempre!





Querida Tati
Hoje a flexibilidade tem um papel mais marcante do que a imposição e até da autoridade protada. Sempre me basei no preceito:
“O melhor soldado não ataca. O lutador superior vence sem violência. O maior dos conquistadores vence sem esforço. O líder mais bem-sucedido dirige sem impor. Isso é chamado não-agressividade inteligente. Isso é chamado superioridade dos homens.”
Creio que tudoseja um questão de adequação.
Ótimo Texto!
Parabéns!
Abraço
Obrigada pelo carinho, Tati!
Beijo enorme!