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Por Sarah Newton

Na minha opinião, quando se trata de liderar a geração Y, ainda nos faltam alguns truques.

Falamos muito sobre como esses jovens são bons em ir em busca do que querem, sobre o quanto são fantásticos e conseguem gritar suas ideias ao mundo, colocando o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho no centro das atenções. Considero todos esses grandes atributos da geração Y, mas acredito que não aproveitamos suficientemente o potencial deles.

 Grande parte dos gestores acha muito difícil liderar essa geração, principalmente pela inabilidade deles em fazer com que os jovens, às vezes, possam compartilhar outro ponto de vista. Porém, acredito que essa seja, então, uma dificuldade antiga, já que a teimosia em tentar algo novo é muito mais característica da juventude em geral do que apenas da geração Y.

 Penso que a chave para o entendimento desse processo esteja em algo que aprendi nos tempos de treinamento policial. Quando fui fazer o exame para ser sargento, precisei realizar alguns testes práticos em que havia seis situações de role-play, uma após a outra.

 Treinei muito para esses exames e tive um bom desempenho, mas a melhor coisa que aprendi foi a pensar sempre em três aspectos de maneira conjunta, a cada situação. Isso me veio à tona quando precisei defender meu ponto de vista em certo momento e tive que pensar sobre como isso refletia em mim, nos demais e na organização como um todo.

 Recentemente, comecei a usar essa técnica em meu trabalho com jovens. Como grande parte da minha experiência se baseia no trabalho com serviços de bufê, foi aí que comecei. Por exemplo, o tempo livre disponível nesse ramo é um grande desafio diante das horas “anti-sociais” em que se precisa trabalhar. No princípio, se dizia, “peça tempo livre, ele será negado e você ficará bravo.” Buscamos simplesmente mudar isso a partir do momento em que cada conversa incluísse as três partes – o empregado, o gestor e o negócio em si.

 Portanto, quando os funcionários pediam tempo livre, o gestor dizia: “Eu adoraria poder conceder esse tempo livre a vocês, vamos ver o que precisa ser feito hoje em termos de negócio.” Depois disso, eles se sentavam e verificam as pendências, balanceando o que cada um precisava e, ao final, chegavam à conclusão de que essa folga, naquele determinado dia, não seria muito favorável ao empregado. O que percebemos depois foi que, de repente, os funcionários passaram a encontrar suas próprias soluções para suprir as demandas do mercado, pararam de culpar os gestores e de se sentirem vítimas. Apelando para o senso de justiça da geração Y, conseguimos solucionar um assunto bastante complicado.

 Continuo utilizando essa técnica em outras situações, mas minha opinião é que, primeiro, devemos questionar: a geração Y é realmente difícil ou simplesmente não estamos lidando com ela da melhor forma possível?

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One Response to “Estamos lidando com a Geração Y da melhor forma possível?”

  1. Olá,
    Muito bom o post. Acho que hoje em dia alguns gestores realmente não entendem como lidar com a geração Y. Porém se você observar os novos gestores, os que quase caíram na Geração Y, já conseguimos perceber uma mudança.

    Muito bom o texto e o blog. Parabéns.

    Abraços

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