
Por Tatiana Kielberman
Sou do tipo que procura sempre observar o que as pessoas de minha faixa etária estão dizendo, sentindo e pensando, mas também gosto de estar na companhia das outras gerações, aprendendo coisas que jamais passariam pela minha cabeça de Y.
Encontrei recentemente uma grande amiga que foi minha coordenadora pedagógica nos tempos de escola e, entre um assunto e outro, surgiu um fato engraçado (mas principalmente curioso) que me fez entender um pouco mais sobre algumas características da nossa geração. Comecei a falar de vida profissional, explicando que pretendia passar por diversos campos dentro da minha área, mas que por enquanto meu objetivo era construir carreira na empresa onde trabalho.
Nesse momento, ela olhou para mim e disse: “Construir carreira? Como assim? Você quer passar 30 anos em uma mesma empresa? Isso não existe mais!”
Até conseguir explicar para ela que o conceito de “construção de carreira” para a geração Y é bem diferente do que se configurava antigamente, não pude deixar de rir com o rosto espantado em minha frente.
Expus o meu ponto de vista, que é o seguinte: os jovens de hoje pretendem ficar, no máximo, cinco anos em uma mesma empresa. Há, inclusive, alguns mais apressadinhos que pensam em permanecer de dois a três anos no mesmo local…
Mais do que isso? Pura utopia!
A geração Y quer ter a oportunidade de se expor, de mostrar quais são os seus valores e conquistar espaço nas organizações. É uma geração que vive no plural, porque foi ensinada desde cedo a pensar assim. Portanto, jamais desejaria ficar em uma mesma empresa a vida toda – quer, sim, conhecer múltiplas culturas e agregar conhecimento por onde quer que passe!
Por isso mesmo que, para nós, construir uma carreira não é sinônimo de ficar durante anos no mesmo lugar, mas sim, aproveitar tudo o que podemos aprender e chegar ao limite de crescimento (de preferência, no menor tempo possível) naquela oportunidade para, assim, alçar vôo para novos desafios, que até podem ser na mesma empresa, desde que sejam diferentes e nos façam conhecer novas possibilidades.
Ela deu muitas risadas e, certamente, parou para pensar.
E para você, quanto tempo é suficiente para “construir sua carreira” na empresa?





O tempo em que houver estimulo e projetos interessantes para participar!!! Não quero ser mais um atrás de um computador!!!! Crescer sempre, não precisa ser de cargo mas no mínimo em conhecimento! Desafios!
Realmente essa sensação é compartilhada por mim. Além de monotonia, ficar numa mesma empresa durante muito tempo limita a abertura de novos aprendizados, descobertas, evolução profissional. Passando por muito ares, ambientes de trabalhos, vc tbm pode resolver mais facilmente problemas que não estavam tão claros assim. Viver diversas experiencias e tirar proveito do que viveu ali. Mas sempre fazendo parcerias.
5 anos é muito tempo num emprego. Acho que esse é o dígito escolhido. Valeu!
Não estipulo um número exato de anos que quero passar numa empresa, mas eu quero experimentar diversas áreas da minha profissão. Viver realidades diferentes. E se possível em cidades diferentes. Aumentar meu currículo e crescer muito.
Oi Tati K
Desafios são molas propulsoras para o interesse profissional.
Creio que seja independente o tempo que se permaneça num instituição ou empresa, se você realmente se entrega e recebe o retorno por conta disso já está valida sua presença e participação.
Se este ambiente te estimula e traz o favorecimento para ambos o tempo de presença no mesmo é estavel. Caso contrário a volatilidade se faz necessária até que a coesão seja encontrada.
Parabéns pelo texto
Beijos
Celso, Vinicius e Tati,
Muito obrigada pela visita e por seus comentários!
Beijos!!