
Por Marianne Medeiros
Participei recentemente do FONATE (Fórum Nacional de Trainees, Empreendedores e Estagiários), em Gramado-RS, e tive a oportunidade de estar em um Workshop sobre Geração Y ministrado pelo Arthur Diniz, fundador da Crescimentum.
Essa semana, em uma conversa com as outras meninas do blog, acabei pensando em uma coisa: será que nós, jovens, quando formos líderes, seremos como desejamos que nossos gestores atuais sejam? Questiono isso, pois o Arthur Diniz, em seu discurso, trouxe uma frase que achei interessante citar :
“O líder do futuro deve tornar-se cada vez menos necessário”: delegar mais, treinar pessoas e formar sucessores.
É o que nós jovens esperamos de nossos gestores e chefes, certo? Queremos ser treinados, incentivados, queremos que nos deleguem tarefas importantes e significativas para a empresa. Queremos ser responsáveis por resultados e pelos sucessos, e, principalmente, queremos ser reconhecidos por isso.
É uma característica que vejo em quase todos os jovens: a necessidade de reconhecimento por parte dos outros. No âmbito profissional, queremos isso do chefe, do diretor e do dono da empresa. Mas e quando formos nós os líderes? Seremos capazes de nos tornar desnecessários? Seremos capazes de delegar tarefas importantes e significativas para a empresa aos novos profissionais? Não nos sentiremos obsoletos e teremos “medo” da nova geração que estará entrando no mercado de trabalho?
Nós, jovens, temos essa característica de pensar no agora. Pensamos no futuro, sim: na aposentadoria, nos investimentos a longo prazo, etc. Mas, profissionalmente, não pensamos que passaremos pela mesma situação que os Baby Boomers estão passando agora, de se sentirem ameaçados por uma geração totalmente diferente.
Desejamos tanto o “poder” que esquecemos de pensar em que tipo de líderes seremos. Tenho receio que estejamos a caminho de sermos como os líderes que tanto criticamos. Quando finalmente tivermos tudo ao nosso alcance, talvez a nossa sede pelo sucesso nos impeça de delegar tarefas e passar o que aprendemos aos mais novos.
Talvez eu esteja equivocada nesse meu pensamento, mas acredito que é interessante começarmos a pensar nisso agora, para que, quando finalmente alcançarmos um posto de liderança, possamos colocar em prática as atitudes que tanto desejamos que nossos gestores tenham conosco.
*Marianne Krummenacher de Medeiros, 23 anos. Comunicóloga com habilitação em Publicidade e Propaganda, pela UFPR (2008). Ex-membro de empresa júnior, já atuou nas áreas de Marketing, Administração e Merchandising nos setores de indústria, varejo e educação.
Texto postado originalmente no blog Quem quer ser trainee?





Mari, eu me perguntava isso! Desde o 1 estágio, o primeiro passo foi observar como os meus superiores diretos ou não agiam em qualquer situação. O tempo foi passando e a partir do momento que comecei a delegar tarefas eu percebi que isso era necessário para dar andamento em outras atividades e até mesmo na minha carreira(você sempre precisar ter alguém que a empresa possa contar quando uma boa oportunidade aparecer). Não estou falando de trabalhar em equipe, mas de engajar outras pessoas. Criticamos sim os gestores, a política da empresa, mas não um líder. Você mesma disse que a geração Y precisa ser incentivada, como somos incentivados hoje? Por desafios certo!? O que irá mudar é que os desafios serão um pouco diferentes, mas o foco será o mesmo: sem atraso e com qualidade. Você não vai se tornar desnecessário, nem irá ser reconhecido por um projeto, mas por vários. Na minha visão é que você não vai querer ser apenas reconhecida pelo seu chefe, mas principalmente por aqueles que você lidera. Tentei resumir o máximo possível.