
Por Blake Sunshine*
A parte mais difícil do processo de crescimento é descobrir o que você realmente quer. Para muitos Ys, isso significa decidir o que fazer após a graduação. Porém, mesmo depois de muitos anos de formação, essa trajetória para perceber o que se quer parece nunca chegar ao fim. Realmente, essa decisão é dura, mas se torna muito mais fácil quando você se permite ser honesto consigo mesmo.
Quando os Lakers ganharam a final do campeonato da NBA, o jogador Ron Artest agradeceu à sua médica psiquiatra. “Muito obrigado,” disse Artest, “Fiquei muito ansioso e comovido com esse jogo. Ela me ajudou a relaxar.”
O mundo inteiro sabe o quão difícil tem sido a trajetória de Artest. Ele precisou lidar com o alcoolismo, foi envolvido em episódios de brigas e tenho certeza de que, em algum momento, se questionou se o basquete realmente estava lhe oferecendo aquilo que ele queria da vida. Mas Artest seguiu em frente e foi mais do que honesto com o mundo naquela noite, fazendo questão de que todos soubessem que fez terapia e o quanto ele mudou nos últimos tempos.
“Acredito que o público está aprendendo mais porque atletas como Ron Artest são corajosos o suficiente para assumir que alguém realmente os auxiliou e agradecê-lo por isso,” disse a Dra. Nicole Miller
Bem, eu gostaria de agradecer a Ron Artest, pois ele auxiliou em minha jornada e me ensinou algumas coisas como:
1. Saiba que você não precisa se envergonhar de nada – Artest nunca se envergonhou de seu passado e todos puderam observar isso no jogo daquela noite.
2. Acredite que as coisas sempre podem mudar – nunca é muito tarde para modificar sua jornada. Fazer mudanças honestas em relação a você mesmo pode ser difícil, mas o esforço sempre vale a pena.
3. Prove que você pode se conhecer melhor – você sempre conheceu e conhecerá a si mesmo e a sua jornada melhor do que qualquer outra pessoa.
Ron Artest foi honesto consigo mesmo desde o início e hoje ele é campeão da NBA.
Como você pode ser mais honesto em relação à sua jornada? Em que área você gostaria de se tornar um campeão?
*Blake Sunshine vive em Austin, Texas. Gosta de blogar e trabalha com mídias sociais para a National Instruments. Um ano atrás Blake se formou em Relações Públicas pela Universidade de Texas. Hoje em dia, comanda o blog “The Perennial Millennial”, em que fala sobre coisas interessantes e que a fazem feliz: mídias sociais, relações públicas, geração Y, inovação e futebol. http://www.blakesunshine.com





Para mim, o mais importante nesse processo é que Artest teve a coragem de fazer algo que aqui no Brasil ainda é um tabu: procurar médico psiquiatra.
Se as pessoas tratam rinite com Otorrino, tratam o coração com um cardiologista, tratam a coluna com ortopedista, por que é tão difícil tratar a cabeça com um psiquiatra? Os sintomas de doença na cabeça não se resumem a enxaqueca de neurologista, mas muito do nosso modo de vida é influenciado por doenças na cabeça. Eu já fui ao psiquiatra por excesso de mau humor! Não suportava mais o meu trabalho, o trânsito, as pessoas… tudo me irritava. Após uma consulta com psiquiatra, tomei medicamento e levei uma semana para me tornar o cara mais leve e feliz de toda a minha vida. E voltei a sentir prazer até no mesmo emprego.
Psiquiatra não é médico para loucos, é médico para quem tem doenças na cabeça, que assim como qualquer doença devem ser tratadas, com a segurança que Artest teve. Que sirva de exemplo.
Ótimo texto, Sunshine!
Saudações,
Adriano Berger