
Por Tatiana Kielberman
Eu me lembro de quando comecei a usar o computador, uns 15 anos atrás… Tudo era ainda muito novo, mas meus pais já tinham certo conhecimento na área de informática e, com isso, me incentivavam a usar os recursos disponíveis na época.
Costumava ir trabalhar com meu pai para mexer na internet enquanto ele estava em reunião – e me divertia à beça! Na empresa em que minha mãe trabalhava, também não era diferente: quando ia com ela, me ensinava a usar a impressora e a fazer desenhos na telinha do PC.
Anos mais tarde, ganhei um computador próprio e, desde então, não pude deixar de aderir a cada tendência que ia surgindo.
Paralelamente, começou a acontecer algo muito curioso, que na época foi imperceptível, mas hoje entendo porque estudo um pouco mais sobre o tema “gerações”. Percebo que, ao longo dos anos, passei a ensinar meus pais a lidarem com as novas tecnologias. Foi um processo natural, quase intrínseco ao nosso dia a dia, mas reflete muito as mudanças do nosso tempo – de um tempo mutante, dinâmico e extremamente veloz.
Pouco a pouco, observei meus pais aderirem às redes sociais, sem maiores restrições. Orkut, para eles, já é coisa do passado!
Hoje, é meu pai que me segue no Twitter e vigia meus passos até de madrugada… Minha mãe, por sua vez, descobriu a fazendinha do Facebook – o FarmVille – e troca qualquer coisa para passar mais uns minutinhos cuidando de seu cachorro virtual, senão ele foge!
Se vocês pararem para imaginar a cena descrita acima, certamente não conterão os risos. Podem imaginar como eu, uma jovem da geração Y, me sinto ao presenciar momentos tão hilários?
Penso que, por mais engraçado que seja, esse fenômeno é, na verdade, bastante revelador. Ele nos mostra o quanto a distância entre as gerações cada vez se minimiza, à medida que existe troca, compartilhamento de idéias e entendimento a respeito das mudanças sociais.
Não são só os pais que precisam se adaptar à realidade dos filhos – nós, jovens, também devemos todo o respeito a eles, que guiaram nossos primeiros passos nessa jornada pelo universo globalizado. Portanto, precisamos não só ouvir o que dizem, mas reconhecê-los e auxiliá-los sempre que necessário… mesmo que seja em meio a boas risadas!
Porém, tome cuidado! Não ouse puxar uma conversa se seu pai estiver twittando ou se sua mãe precisar colher as berinjelas plantadas na fazenda virtual!
E viva o mundo moderno!!!





Taty, vc é D+.
Conseguiu com perfeição descrever o que acontece conosco os Baby Boomers, seus pais. é bom muito poder fazer parte desse mundo virtual ( de jovens). Amei sua matéria filha, mas agora me desculpe está na minha hora de alimentar meu cachorro virtual Charuto e de colher as beringelas. Até a próxima !!!! Parabéns.
Aí não acredito tinha escrito um comentário enorme e perdi tudooo.
Mas vamos lá outra vez.
Taty,
Amei essa matéria.
Sabe que hoje passei a ver sua mãe aqui e no A&C, confesso que achei o máximo.
Meu pai foi para os braços de Deus sem sequer conhecer a internet, não que faz muito tempo, mas ele não gostava. Sempre fez as contas na cabeça, nunca usou sequer uma calculadora, também era um gênio na matemática, no português, até fazia letras de músicas, que por sinal queimou no incêndio da minha casa e ficamos sem este legado dele.
Minha mãe, aiaiaia, deu um computador para ela e sabe onde está?
Em uma caixa aqui no meu ap, nem para casa dela levou.
Sou louca para inseri-la neste mundo virtual, um dia eu consigo, rsrsrs.
Parabéns, como sempre Maravilhoso o seu texto.
Beijos
querida
vc seguiu desde cedo o incentivo que recebeu de seus pais……..
eu nao incentivei nesse aspecto as minhas 3 filhas mas……….ela me incentivaram de tal forma a iniciar nessa era virtual ,que hoje nao consigo viver sem……….
a troca entre as geraçoes como vc cita….X,Y,ou sei la o que………é FATO
REALIDADE
ou entra ou ENTRA..nao tem escolha
bjao sempre
ester
Hoje tenho 51 anos. Tenho Orkut, Facebook, Twitter, Blogger, diversas contas de email, de grupos, de fóruns. Tenho PC, notebook e Iphone. Há 20 anos atrás eu já usava um Personal Computer. Quando meu filho do meio, o Victor, mexeu pela primeira vez, eu estava sentada, trabalhando no PC, e o papel apoiado na minha barriga deu um salto. Meus filhos foram criados vendo eu usar um computador. O mais novo, o Pedro, desde bebê usava o computador com se fosse mais um de seus brinquedos. Será que eles acham estranho eu conversar com eles pelo MSN?
O texto abaixo me parece útil para aqueles que só agora perderam o medo de usar um computador, mas para muitos como eu, que já fizemos esta descoberta a bastante tempo, é muito normal. Já somos MODERNOS.
http://bloglorinha.blogspot.com/2010/07/minha-mae-joga-farmville-e-sua.html
Muito obrigada pelo carinho de vocês! Adorei os comentários!
Um grande beijo!
hahahhaha
é verdade, mais do que verdade, bem verdadeiro tudo isso que escreveu!
o mundo tá mudando muito rápido e do mesmo jeito que temos sede de novidade, todos que nos cercam de uma maneira ou outra querem se fazer presentes, tb.
Taí o resultado!
A minha mãe ainda não conheceu a fazenda, mas tá começando a fazer algumas perguntas…………….tô até vendo o resultado disso tudo!
ai, ai (suspiros)
bj