
Por Tuka Okrent*
Era uma data muito esperada. Há meses vinha pensando no vestido que usaria em minha festa de debutante, a qual eu idealizava desde a infância. Visualizei o penteado, a maquiagem, as músicas, tudo enfim!
O que eu não podia imaginar era que, na ocasião, ganharia uma viagem surpresa dos meus pais: sete dias em um lugar mágico!
Foi uma semana fantasticamente produtiva, em um local desconhecido, mas que fez grande diferença em minha vida. Logo no primeiro dia, fiz algumas amizades, apesar de estar com certo medo por não conhecer ninguém.
Disfarcei a cara de pânico e assim que cheguei, resolvi que faria daqueles sete dias os melhores. Entre as várias atividades que o local proporcionava, fui logo escolhendo o teatro.
Quando adentrei o local da atividade, avistei uma turminha bem mais nova que eu e apenas algumas pessoas da minha idade. Minha sensação imediata foi querer sair correndo de lá.
Foi proposta uma roda de conversa, todos se apresentaram e, em seguida, fomos para o palco. Nesse momento, “o bicho pegou”, pois fomos convocados a um teste de improvisação. Confesso que foi difícil, mas muito engraçado.
Ficou sob meu encargo representar o papel de filha, com apenas um detalhe: a personagem que representava a mãe tinha nove anos de idade!
Passando por essa situação, fiquei pensando não só no meu teste, mas no que todos os outros tiveram que encenar. Experimentamos situações com pessoas de diversas faixas etárias e esse aprendizado em conjunto foi impagável, já que se pôde observar as diferentes gerações dialogando ou, ao menos, tentando dialogar.
Ninguém esteve sozinho, todos estavam em duplas ou trios. Ao final, fizemos uma outra roda de conversa e foi principalmente nessa hora que aprendi muito. A partir do olhar da diretora pudemos entender o contexto do que precisaria ser encenado, oferecendo o melhor de nós a cada momento.
No dia seguinte, quis fazer teatro de novo, e assim foi durante toda a minha estada nesse lugar de encanto até o último dia.
Hoje, alguns anos depois, entendo um pouco melhor o desafio que foi para aquela diretora liderar um grupo tão eclético, com diferentes pensamentos, atitudes e faixas etárias. Lembro-me de que o grupo era muito complexo, tinha diferentes valores, educações e conversas.
Quando ouvia alguns papos, refletia sobre como eu pensava diferente e o quanto meus interesses eram opostos aos daquelas pessoas.
Contudo, analisando um pouco mais, entendi que uma geração se constitui justamente por essa mescla de indivíduos que, de alguma forma, se completam e criam uma cultura. Não há o melhor nem o pior, mas simplesmente o diferente, e respeito nessas horas é a peça fundamental.
Posso dizer que, ao longo desses sete dias, o teatro uniu a todos e o resultado ficou fantástico, transformando-se em um aprendizado para a vida inteira. O aprendizado de que podemos fazer grandes equipes e trabalhar com muitos resultados, mesmo sendo tão diferentes. Basta ouvir, entender e respeitar!
*Tuka Okrent é atriz, formada pelo Teatro Escola Célia Helena, especialista em Lazer e Animação Sócio-cultural, profissional de Educação Física e tecnóloga em Turismo. Além de ser uma boa contadora de histórias, adora fazer maquiagens artísticas, dançar e atuar. Conheça um pouco mais acessando o site: http://www.tukaokrent.com.br.





NOSSA… FANTASTICO… MAS DA VONTADE DE LER MAIS.. MUIIITO MAIS… LENDO SUAS LINHAS A GENTE VIAJA COM VOCE, SE SENTE NO PALCO DO TEATRO ATUANDO COM OS OUTROS… EH FANTASTICO.
VOCE TEM UM GRANDE DOM DE ESCRITURA E DEVERIA ESCREVER MAIS ARTIGOS POIS ELES SAO FASCINANTES E TAO REAIS. VOCE CONSEGUE, COM SUAS PALAVRAS SIMPLES , ATINGIR TODAS AS IDADES E PRINCIPALMENTE ATINGIR O CORACAO.
PARABENS. VOCE VAI LONNNNGE CHERIE.
SO FIQUEI CURIOSA PARA SABER ONDE FOI ESSE LUGAR MAGICO…
SERA QUE SERA PARA A PROXIMA ???? BISOUS. TE AMO, VA
Tuka querida,
Gostei muito da sua reflexão, muito profunda é verdadeira.
Realmente não podemos delimitar uma geração por estereótipos… ela é muito mais do que isso, é um conjunto de cultura, criação e muitas outras coisas…
Fantástico!
Um beijo carinhoso!
é isso aí! aprendemos sempre mais com os diferentes e as diferenças do que com os iguais!
estar sempre com os iguais nos dá segurança. mas “zona de conforto” é sempre um perigo, é na troca que somamos!
beijos
Oi fotógrafa,
Pois é, a tal zona de conforto deixa qualquer um alterado.
Em alguns momentos é valida, mas na maioria das vezes, não.
O respeito, a humildade, a cumplicidade, devem caminhar juntos.
Se aprendemos, ensinamos e se ensinamos, aprendemos mais ainda.
obrigada pelo carinho, viu
bj grande
do tipo grande
Tuka
Clarinha,
Vc disse tudo!
Generalizar não é o caso e sim entender. Com limites, mas entender.
E vc faz isso muito bem.
Aprendo muito com vc.
Obrigada pelo carinho de sempre viu
adorei o que escreveu.
bj grande
do tipo grande
Tuka
Va
tá vendo só, sua menininha cresceu, né!
hehe
muitas coisas a te contar…………….portanto, VOLTE PRA CA!!!!!!!!!!
Assim te conto e te mostro esse lugar mágico.
bj grande
do tipo grande
Tuka
Tuks Tuks!
Adorei o tema do seu post – falou e disse!
Respeitar diferenças é fundamental e mais importante ainda é uní-las para construir uma verdadeira geração de líderes.
Fantástica abordagem, escreva mais vezes!
Beijo grande!
Taty
Vc disse tudo, o respeito é fundamental!
Se todos pudessem entender isso, que podemos sim aprender com menores e com maiores e vice versa, seria muito diferente.
Não só o respeito, mas a humildade. Infelizmente encontramos com muito mais dificuldade nos dias de hoje.
Quem sabe isso ainda mudará……………..
Obrigada pelo carinho de sempre
bj grande
do tipo grande
Tuka
Tuka adorei sua abordagem, já recomendei a leitura no facebook. Super beijo
Paty
Que saudade, Paty
Como vc está?
Obrigada por suas palavras!
bj grande
do tipo grande
Tuka
Oi Tuka.
Mais importante que criar uma nova cultura a cada geração é preservar as culturas anteriores e absorver as posteriores.
Só fiquei curioso pra saber qual é esse “local desconhecido”!
Bjs,
Erez
Oi Erez
hahahahha, deixe sua imaginação criativa voar, voar bem longe que achará esse lugar mágico!
Obrigada por suas palavras, é exatamente isso que penso.
bj grande
do tipo grande
Tuka