Feed on
Posts
Comments


Por Liliane Fonseca

A moda agora é a mudança cultural dentro das empresas. Todo mundo está em processo de transição e profissionais especializados nisso estão no topo do mercado. No entanto, para que esse processo se concretize não basta apenas uma comunicação interna massiva, é preciso antes de qualquer coisa pensar na gestão das pessoas.

Uma cultura, um costume ou um hábito não mudam porque alguém mandou mudar, mas sim porque a pessoa viu sentido naquilo e decidiu seguir um caminho diferente do que trilhava ontem.

Quando falamos que as empresas e principalmente os gestores precisam mudar e abrir a mente para a chegada da Geração Y, falamos de mudanças pequenas, porém muito significativas.

Imagine um gestor com anos de experiência e diversas conquistas no currículo. A forma como ele trabalha e gerencia a sua equipe foi moldada durante todos esses anos. Se disserem para ele que a partir de agora precisa dar feedback constante, por exemplo, vai ser muito difícil fazer com que aceite isso e mude seu comportamento. Ele nunca fez desse jeito e não acredita que possa dar certo.

Hoje, ao invés de refletir sobre como essa mudança deve ser encaminhada, preferi ter outra reflexão: será que a Geração Y, quando estiver na posição desse gestor, já com seus anos de experiência e comportamentos consolidados, vai estar aberta à mudança que tanto exige hoje?

Quando nos colocamos no lugar do outro percebemos o quanto é difícil, embora na teoria (e nas revistas especializadas) pareça fácil.

Mesmo tendo muitas projeções, não sei ao certo como será a geração da mudança quando eu for gestora, mas espero sinceramente lembrar as minhas inquietações de hoje e aceitar de mente aberta que a mudança pode ser necessária. Mesmo que eu não acredite nela.

Related Posts with Thumbnails

2 Responses to “E quando os Y tiverem que enfrentar a mudança?”

  1. Pois é, Liliane, você observou algo que invariavelmente vai acontecer, sem dúvida nenhuma.

    A mudança de comportamento está implícita em nós, e não é por coincidência que nossas diferentes idades também recebem nomes: criança, adolecente, jovem, adulto, meia idade e terceira idade.

    Mesmo os Baby boomers já foram crianças, e na adolecência passaram por mudanças radicais de comportamento e de conceitos sobre o passado e o futuro. E as mesmas mudanças ocorreram em cada etapa de suas vidas, assim como nas nossas, pois isso é atemporal, aconteceu e acontecerá com todos.

    Por isso, às vezes discordamos de nossos pais quando adolecentes, mas com meia idade, já com nossos filhos, procedemos exatamente como eles, ou já não achamos tão absurdo aquilo que falaram durante nossa fase de mais significativa metamorfose comportamental.

    Com as gerações não é diferente. Muitos Y cobram uma mudança de postura dos mais velhos, e quando ficarem mais velhos serão cobrados pelos mais jovens, e talvez até ridicularizarão a juventude pela sua “imaturidade”, assim como foram ridicularizados quando cobraram mudanças no comando dos mais velhos.

    Percebe que tudo isso não passa de um ciclo? As gerações mais jovens são o motor da mudança, e quando a conquistam, chega uma nova geração e requer nova mudança, e as estudaremos como estudamos os Y de hoje como se fossem revolucionários, mas não são. São apenas peças do processo evolutivo do ser humano que se renova de tempos em tempos e requer novas adaptações para sua sobrevivência e desenvolvimento social.

    Então minha resposta para pergunta principal é: Os Y reagirão exatamente como reagem hoje os membros da geração X e Baby boomers. Eles também se sentirão um corpo estranho no contexto e terão a necessidade de se adaptar aos novos membros, com seu modo de ver, sentir e experimentar o mundo pessoal e profissional. Eles escreverão nos fóruns “por que é que pessoas qualificadas como nós não consegue emprego no mercado de trabalho?” e também “quais as aspirações dos membros dessa nova geração?”.

    Em resumo, Liliane, tudo vai se repetir nesse briefing pré-estabelecido do desenvolvimento humano, mas com histórias, tecnologias, aspirações e características novas. Quem sobreviver, verá… rsrsrsrs (tenho essa mania de escrever demais…)

    Grande abraço!
    Adriano Berger

  2. Marianne disse:

    Oi, Lili!

    Excelente texto! Tem tudo a ver com um texto que escrevi pro “Quem quer ser trainee?” esses dias e também está aqui no Foco em Gerações! Mas é mais focado em liderança.. http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/07/22/e-nos-seremos-bons-lideres/

    Parabéns pela colocação!

    Um abraço,
    Marianne

Deixe Seu Comentário