
Por Renato Andrade
Milhões de brasileiros atualmente trabalham em casa, online, exercendo as funções mais distintas, coordenando equipes e debatendo projetos. Esses profissionais têm, no entanto, um desafio a mais, que não está presente na vida dos que trabalham ao estilo tradicional, de corpo presente nos escritórios: o preconceito e a dificuldade de explicar que, apesar de dividir o trabalho com o ambiente doméstico, a função é exercida com profissionalismo e regras.
A necessidade de se afiliar a outras pessoas no contato ao vivo foi alterada para o contato virtual, que também é dinâmico, ágil e cuja criatividade se aflora ainda mais quando os profissionais conseguem compartilhar idéias com seus pares e grupos de discussão.
Ao se falar em mercado profissional, a geração Y se viu propensa a buscar um meio de reunir as qualidades do mundo moderno, as necessidades do mercado de trabalho, amenizando, inclusive, alguns obstáculos de seu dia a dia, como o estresse do trânsito, por exemplo.
Pensando em uma forma de fugir desse panorama, os jovens se tornaram adeptos a uma prática que não é considerada nova, mas está cada vez mais representativa no perfil da sociedade atual: essa geração está, finalmente, trabalhando em casa!
Dia após dia, temos casos de empresas que encontram trabalhadores com o perfil desejado, mas residem em outras localidades. Portanto, o home office se torna uma opção para integrar este profissional à equipe e atingir as metas da empresa. Hoje, com as mídias sociais, os serviços de mensagem instantâneas (como Google Talk e MSN), sem falar nos e-mails, um profissional pode oferecer seus serviços como se estivesse presente na sala ao lado.
Porém, a nova leva de profissionais que optou por trabalhar em casa precisa lidar com o preconceito de alguns, além de ter a necessidade de controlar horários, para que consiga cumprir seus objetivos.
Trabalhar no estilo home office não é mais sinônimo de possuir um estilo informal, anti-profissional, de segunda categoria ou de pouco valor, nem tampouco essa é uma demanda exclusiva da geração Y. Grandes diretores de empresas de tecnologia, por possuírem um ótimo conhecimento na área, são contratados por empresas de outros estados e até de outros países para liderarem equipes.
Acompanhamos, em diversos lugares, histórias de jovens talentos que são procurados pelas empresas por possuírem um conhecimento diferenciado, como experts em mercado mobile, especialistas em imagens e até profissionais de logística. Além de se “auto-educarem” para este tipo de serviço, esses profissionais não podem se esquecer de informar parentes e amigos de que, mesmo trabalhando em sua residência, existem metas e processos para avaliação!
A geração Y, acostumada às mídias sociais, já está mais habituada a realizar networking digital, criar uma home page com seu portfólio e seguir no Twitter profissionais da área. Porém, vale lembrar que, em algumas horas, será necessário comparecer em eventos e receber feedback de clientes.
Para o novo profissional que recebe uma proposta “home office“, o principal desafio é fazer por merecer a sua oportunidade de trabalho. Dúvidas, ansiedade, medo e preocupação são comuns a qualquer profissional, até para quem está trabalhando ao lado da diretoria, afinal, o mundo corporativo está em constante mudança. Vale a pena aproveitar os momentos para aprender ao máximo, já que o mercado de trabalho hoje procura profissionais polivalentes.
Assisto sempre a documentários que abordam como serão as cidades do futuro, como irá se configurar o mercado de profissionais e quais serão as novas profissões. Em grande parte das vezes, há o mesmo dilema: “As empresas e os funcionários estão preparadas para o serviço home office?”
A resposta será dada por essas novas gerações – e o mercado precisa estar aberto a ouvir, sempre!





Também entram fatores como redução do trânsito em grandes metropoles e disciplina da pessoa que irá exercer tal cargo.
Nesse frio também seria uma ótima opção com o notebook embaixo das cobertas rs
Mas sou a favor da empresa oferecer essa opção, em caso de enchentes etc.
O único problema das empresas liberarem o Home Office em caso de enchentes e etc. É com relação a tecnologia. Quais empresas tem seus sistemas (ERP por exemplo) acessíveis fora da rede da empresa? Quais utilizam o serviço de e-mail pelo protocolo IMAP?
Uma boa parte das corporações não está preparada ou tecnologicamente ou mesmo pela “Cultura Corporativa” de cada uma.
Olá Gabys,
Redução do trânsito! Exatamente!
Encontro voce no próximo evento de social media e agradeço o comentário!
Não só no caso do profissional ideal estar em outra cidade/estado, em cidades como São Paulo o homeoffice deveria ser aplicado em uma boa parte das atividade das corporações. Hoje por exemplo gasto por volta de 6 horas/dia para me locomover entre minha casa/empresa/universidade. Essas 6 horas poderiam ser utilizadas em atividades voltadas a qualidade de vida, desenvolvimento, familia e etc.
Acredito que a Geração Y a qual faço parte tem maior facilidade de encarar o homeoffice porque já nasceram na era da informatica. É normal fazermos interações através da virtualização. Mas nada que cm diciplina e dedicação não prepare pessoas de qualquer idade/geração de aderir a pratica do homeoffice
Olá Marcelo,
Tudo bem?
O assunto rende outro post, realmente as empresas deveriam considerar + o trabalho home office. Minha proposta neste post foi abrir espaço para o debate, saber a opinião do público e deixar meu registro mostrando que existem ótimos profissionais que trabalham em casa.
Tenho meu escritório em casa, sinto um pouco de dificuldade de amigos e familiares de compreenderem meu trabalho, já cheguei a ouvir que “estava na hora de sair de casa e procurar um trabalho.”
Vamos ter fé na geração e principalmente nas empresas do futuro:-)
Agradeço o contato e agradeço o link no seu blog!
Acredito que o trabalho em casa será cada vez mais respeitado e escolhido como opção no mercado.
Por um lado o profissional tem mais qualidade em seu tempo, já que não sofre com o trânsito caótico, com a violência nas ruas e ainda com os efeitos climáticos inesperados… Por outro, a empresa conta com um profissional sem fronteiras, incluído em um ambiente propício para desenvolvimento de idéias.
Sem dúvida a responsabilidade e a organização são importantes, mas, “presencialmente” também devemos contar com elas.
Tenho experiência em EAD pela FGV e confesso que o formato do negócio exige mais dedicação e acompanhamento do conteúdo em comparação a cursos tradicionais.
Com isso o Home Office une praticidade, segurança, qualidade e possibilidades.
Uma forma inteligente de motivar o capital humano, prover rentabilidade às Organizações e administrar demandas onde quer que estejam.
Não devemos confundir com fobia social, a integração da equipe é possível quando bem administrada pelos pares.
Num mundo onde o contato virtual supera o físico, o caminho não poderia ser diferente.
Foi ótimo ler “Profissional sem Fronteiras” e saber a sua opinião sobre o assunto, ainda quero escrever sobre EAD e o seu comentário acrescentou muito o meu post.
Obrigado!
Vou utilizar o “Profissional sem Fronteiras” como título do próximo material
Deixei recado lá no seu blog!
Olá
Giostei bastante do artigo. Fiquei curiosa pra ver o vídeo, onde encontro?
Obrigada
Olá Bruna,
voce esta falando do documentário, certo?
Veja a programação da Discovery ( http://www.discoverybrasil.com/ ) sempre estão apresentando matérias sobre as cidades do futuro, englobando sustentabilidade, trabalho, nanotecnologia e etc.
Recomendo:-)
A interconectividade atual já nos permite perfeitamente trabalhar em casa com seriedade e qualidade, sem preocupações com trânsito, assaltos nas ruas, tempo de deslocamento e outras interferências no processo produtivo. Pena que o pré-conceinto ainda existe e que precisemos nos justificar perante aos “trabalhadores formais”….
Rê, querido!
Como sempre, excelente reflexão!
Você me faz pensar nos prós e contras de se trabalhar em casa… eu acho que me adaptaria bem, mas não troco o ambiente empresarial por nada! O clima, as pessoas…. são impagáveis!
Mas entendo seu ponto de vista!
Parabéns, garoto!
Um maxi beijo!
Olá Tatiana,
Agradeço o comentário
Lembrando que a sugestão foi sua para este post.
Excelente artigo.
Gostaria muito de conciliar o trabalho com minha casa. Iria dormir 4 horas a mais por dia,rs
Sou funcionária home office e acho excelente!