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Por Marcello Cuellar

Antes de mais nada, preciso dizer que não sou um especialista no tema “Gerações” nem em como gerir os conflitos da convivência entre pessoas de diferentes idades no ambiente de trabalho.

O que sei é o que ouço e discuto com executivos de todas as idades e gerações que vivem esta dinâmica em empresas de diferentes segmentos, portes e nacionalidades.

Eu acredito que conflitos pessoais sempre existirão, mas não somente entre diferentes gerações. A pluralidade de perfis e culturas nas organizações é o que potencializa estas diferenças de opinião e pensamento. E esta pluralidade é também lembrar que existem profissionais de diferenças raças, orientação sexual, diferentes religiões, entre tantas outras diversidades a serem consideradas no mundo corporativo.
Se formos reparar bem, no Brasil ainda há uma grande hegemonia de brasileiros trabalhando nas empresas. Mas este não é o cenário em países como Estados Unidos e a França, apenas para citar dois exemplos. A multiculturalidade está muito mais presente no ambientes corporativos de lá do que no Brasil e aí sim, as discussões entre o que é “certo” ou “errado” são bem mais complexas.

Por esta razão acredito que o conflito entre gerações nas empresas é um tema importante e deve ser assim entendido por elas. Mas, mais do que isso, devemos atentar para que nossos sistemas de gestão considerem não apenas ferramentas para geração Y ou X, mas sim para a complexidade humana, seja ela qual for.

E quanto mais buscarmos por diferenças e particularidades, mais as acharemos e corremos os risco de construir modelos demasiadamente complexos e caros, que poderão sucumbir mais à frente.

Penso que – independentemente das diferenças – há sempre algumas linhas mestras. Isso mesmo, coisas em comum, valores universais, ou qualquer outro nome que possamos dar a este conjunto de “normas” ou “regras” que são valorizados ou respeitados pela grande maioria dos grupos.

É neles que as ferramentas de gestão devem estar focadas: no que é comum entre os diversos grupos, sejam eles quais forem.

Até porque acredito que o grau de globalização que viveremos à partir de agora só irá aumentar e com ele virão novas diferenças a serem contempladas.

Que vença a diversidade!

Texto publicado no blog Na mira do headhunter, de Marcelo Cuellar.

Marcelo Cuellar é administrador, pós-graduado em Recursos Humanos pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo, mas também músico com muitos cursos completos relacionados ao tema. Atuou no mundo corporativo em empresas nacionais e multinacionais em funções ligadas à estratégia organizacional, em projetos de Balanced Scorecard, projetos de transformação cultural e com as demais áreas relacionadas aos subsistemas tradicionais de Recursos Humanos.

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