
Por Eline Kullock
Recentemente dei uma palestra na ABB, empresa pra lá de reconhecida por sua competência, pelos seus valores, pelo seu enorme investimento em treinamento.
Sempre há novidades quando dou uma palestra. Aprendo muito com pessoas que se manifestam, perguntam, questionam, discutem, agregam ou criticam construtivamente.
Uma das perguntas que surgiu quando a Gerente de RH da companhia abriu para dúvidas, foi se as empresas no Brasil estão se preparando para a Geração Y e quais ações elas devem colocar em prática.
Eu respondi que cada empresa é única e está lidando com essa questão da sua maneira, o que considero adequado, já que cada uma possui sua cultura e o desenvolvimento gerencial é específico para determinado momento da organização. Mas que eu tenho certeza que, na verdade, os grandes gestores são os que personificam a empresa, na medida em que estiverem cientes do seu papel de aproximar as gerações, de explicitar cada diferente modelo mental que aparecer com a diversidade no ambiente de trabalho, são eles que vão representar a organização e fazer a diferença.
Então, um dos profissionais presentes, ajudou meu próprio entendimento, lembrando que a geração X ainda é a geração do manual e não da tentativa e erro. Eles querem sempre um guia sobre como lidar com cada assunto: com os filhos, com os funcionários, com os problemas de forma geral. Como uma fórmula pronta, uma bula. E por isso também, é a geração dos livros de autoajuda.
Porém, estamos em outra era. Não há manual, pois cada uma de nossas vivências é única.
Concordei plenamente.
Mesmo com as palestras, ainda sinto que os gestores querem essa fórmula pra lidar com a Geração Y. Mas precisam compreender que isso não existe. Que o diálogo se dará com os recursos de cada um. Que a compreensão das diferenças se dará a partir do esforço que todos empreenderem.
A consciência do problema está aí. Mas a solução não está. Talvez seja na base da tentativa e erro, como tudo na era da Geração Y.





Parabéns pelo texto e pela clareza das ideias. Acho interessante a analogia dos livros de autoajuda, porque hoje eu entendo uma crise nesta linha de leitura, onde as pessoas percebem sua história como única e tem a cabeça aberta para receber não apenas um tipo de solução para um possível problema. Falar a língua da geração Y provavelmente é um grande início para o entendimento entre as gerações, mas não isento também a responsabilidade dos jovens, que devem saber falar a língua das gerações anteriores e aproveitar o que ela tem a transmitir. É importante observar que falar a língua do outro não é deixar de falar a sua língua, mas apenas mostrar na prática o que se tem dito como característico da geração Y: personalidade e segurança.
olá ELINE estou te acompanhando em diversos meios redes sociais e espero te ver em alguns de meus canais de comunicação
http://altruistas1976.blogspot.com/2010/08/eline-kullock-foco-em-geraes.html
Em breve outras assuntos relacionados sobre consultorias que acompanho
Letícia e O. Duarte,
Muito obrigada pelas visitas e comentários!
Beijos,
Eline