
Por Clara Zaiantchik
No último domingo, fui assistir a um concerto na Sala São Paulo, que está entre os grandes palcos da música clássica do país.
Não vou ser hipócrita e dizer que frequento o local tanto quanto gostaria, afinal, no mundo moderno, inventamos diversas desculpas para nos afastarmos de pequenos prazeres, em prol da escravidão tecnológica. Porém, em alguns momentos tento me voltar para interesses do tipo, e este último evento ajudou com que eu entendesse certos fenômenos da atualidade.
Para começar, devo lembrá-los de que o concerto aconteceu em um domingo de manhã – horário em que grande parte da geração Y ainda está voltando da “balada” e indo dormir. Contudo, ao contrário do que pensei, havia muito mais adolescentes ou adultos jovens do que pessoas mais velhas. A terceira idade sempre marca presença de forma especial, mas a presença maciça de jovens na platéia foi algo que realmente mexeu comigo do começo ao fim.
O mais surpreendente também foi que, em sua maioria, eles se mantiveram atentos durante todo o tempo, voltando sua atenção para os movimentos da orquestra e refletindo no rosto a admiração por obras tão belas sendo expostas diante de seus olhos. Além disso, ao final aplaudiram com força e não queriam que a orquestra fosse embora.
Ao me retirar da sala de concerto, algumas simples e importantes questões vieram à minha mente: será que olhamos com clareza para a atual geração de jovens, antes de julgá-la como desinteressada e superficial?
Será que eles são tão antenados, dinâmicos e ativos, que não conseguem mesmo se concentrar durante uma hora e meia de espetáculo, ouvindo o que há de melhor na música clássica e apreciando com gosto o deleite do momento?
O último domingo me provou que estamos precipitados em muitos de nossos julgamentos sobre essa geração.
Acredito que, se substituirmos nossos pré-conceitos e estigmas por um olhar mais sensível e estimulante em direção ao jovem que nos cerca, as probabilidades de construção de uma sociedade mais humana aumentam exponencialmente, de forma natural.
Música para a geração Y, maestro! Muita compreensão e tolerância, também!





A música é tudo e bem tocada, então, é majestoso!
Desde a primeira vez que fui apresentada a Sala São Paulo, fico arrepiada em pensar que irei passar por toda aquela emoção da primeira vez.
O local é lindo, a estrutura perfeita.
Conheço esse concerto que esteve e total noção do que sentiu na hora.
Tomara mesmo que a geração Y passe a ser tão assídua como a X, boomers e veteranos.
Música clássica, também é música! Feche os olhos e simplesmente se permita voar…………..
bj grande
Tuka
Minha querida Clara, digo-lhe que estou completamente sem palavras para poder falar ou comentar qualquer palavra por aqui, pois a emoção do momento descreve em sentimentalidades todo o sonho que percorreu entre artérias que ligava até o coração.
A geração Y em si, aprecia os acordes ali tocado e expresso em tons maiores que encontram o coração. A sinfonia é um conjunto de almas que independente do olhar musicaliza e encanta em versos uma canção que desenha os sonhos e as histórias que cada um sente ao observar de olhos vendados a sonata que dança entre as artérias que encontram o coração.
Pode observar os olhares atentos e emocionados de todas as gerações presentes é um alimento para a alma… E o mais emocionante de tudo, de todas as canções ali tocadas, foi poder compartilhar e apreciar esses momentos contigo.
Sim, somos duas gerações diferentes, mas com estilos que se misturam tornando-se únicos com o simples objetivo de apreciar as almas expressa em forma de música que emociona…
Obrigada pelas sensações e pelas palavras que derramam aqui a singularidade e o prazer de estar ao seu lado nesse momento de pura emoção.
Beijos em tons emocionados para ti!!
Mamy querida!
Amei a forma como você abordou este tema tão importante e relevante à geração Y!
Suas palavras são sempre certeiras e nos fazem ter um outro olhar em direção a tudo… um olhar refinado e diferenciado!
Um beijo e parabéns SEMPRE!
Su, Tuka e Taty,
Grata pelas observações, reflexões e pelo carinho!
Um abraço,
Clara