
Por Andressa Carrasqueira*
Meu caro, se você é como eu, e nasceu na década de 80, você provavelmente é um Y.
Nascido e criado em frente ao computador, com internet discada para acessar o chat da UOL ou o ICQ, migrando hoje para o smartphone e o Twitter. Você, possivelmente, sempre gostou desse lance de web e relacionamento virtual.
Está acostumados com coisas rápidas, ao alcance do mouse e com a ajuda do Google, é claro.
Você, ao contrário do que seu chefe pensa, é capaz de fazer cinco coisas ao mesmo tempo. Pode trabalhar 30 horas seguidas para terminar uma tarefa urgente e acha que esse lance de horário rígido é coisa do passado. Você é comprometido com sua carreira e acredita que constituir família é uma coisa pra se pensar só depois dos 30.
Você está sempre em busca de resultado, de sucesso, de uma empresa que invista em você, ouça suas ideias, acompanhe seu dinamismo, sua proatividade, sua vontade de crescer…
E aí, você entra no mercado de trabalho e vê que não é bem assim. São raras as empresas que estão preparadas para essa nova geração que hoje povoa o mercado, a tão famosa Geração Y.
Falar das grandes como o Google, a Microsoft, a Natura, e outras que estão buscando entender estes novos profissionais é relativamente fácil. Mas existe uma imensa fatia restante de empresas que continua com a mesma postura de vinte anos atrás.
Lendo o post da Fernanda Fabian, Procura-se pessoas comprometidas, fiquei me perguntando: e o que é que nós precisamos, de fato, para nos comprometer? Motivação? Dinheiro? Investimento? Perspectiva de Crescimento?
Sim, precisamos de tudo isso. Mas precisamos também de feedback. É na comunicação constante que está o grande pulo do gato para manter um Y ao seu lado, pois somos dinâmicos, porém inseguros. Precisamos do trabalho reconhecido 100% do tempo. O bom e velho tapinha nas costas. E, ao contrário do que muitos pensam, aceitamos sim críticas, as construtivas.
E como queremos ser ouvidos! Um Y não tem medo de dizer ao chefe o que pensa e não teme ser demitido. E isso não é falta de comprometimento, pois é justamente o compromisso com o resultado que faz o Y expor suas ideias. Sem medo.
O problema é que, quando percebemos que ninguém está ouvindo o que temos a dizer ou nada se faz quanto a isso, nos desmotivamos. E, sem nenhum receio, caímos fora.
Nós precisamos de causas. Não somos de nenhuma empresa. Não temos vontade de ficar vinte anos fazendo a mesma coisa no mesmo lugar, como nossos pais. Vemos o mercado de trabalho como algo dinâmico. E estamos constantemente nos preparando para ele.
A dica que fica aqui para gestores dos Ys é: fale e ouça. Muito. Sempre. E permita a execução de novas ideias. Elas podem ser boas para a empresa e para você.
E ao jovem que está começando a carreira dou um conselho valioso: ouça mais, aprenda e tente compreender o ponto de vista do seu chefe. Em breve você estará do outro lado, gerindo alguém muito mais antenado e conectado do que você. E aí vai se lembrar da postura de seu chefe e de como lidou com as diferença geracionais.
*Andressa Carrasqueira é pós-graduada em Marketing Digital na ESPM, RP pela UERJ e apaixonada por Social Media! Andressa é colaboradora do site Ocapuccino.
Siga-a no Twitter: @andressa_c





EXATAMENTE!!!!!
Andressa…
Excelente texto.
Acho que muitos dos “Geração Y” estão passando por isso atualmente, uma geração cheia de gás e inquieta que, de repente, se defronta com um mercado que não tem o mesmo dinamismo…
Mas acredito que cada vez mais as empresas estão se antenando para isso e vendo a importância de manter os melhores desta geração em seus quadros funcionais…
Sucesso para todos nós.
Vou seguir seu conselho, pode deixar! =o)
Sou Geração Y, iniciando o mesmo* processo q vc ha 3 anos atrás^^
vamos ver até onde eu consigo levar o chefe que insiste em manter a postura dos anos 50,60 rss.
Fico mt feliz de já ter aprendido mt profissionalmente com vc! Obrigada =)
Beijos Amiga!
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*Sim, o MESMO! Espero estar à sua altura no cargo =)
Você conhece a história do Elefante Amestrado?
Você já observou o elefante no circo?
Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais.
Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.
Sem dúvida a estaca é só um pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir.
Que mistério! Por que não foge?
Eu explicou… O elefante não escapa porque esta amestrado.
Você então pode se perguntar:
- Se está amestrado, por que o prendem?
Eu lhe respondo: – O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca muito pequeno.
Feche os olhos e imagine o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantezinho puxa, força e tenta se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pode sair. A estaca e certamente muito pesada para ele. E o elefantinho tenta, tenta e nada. Até que um dia, cansado, aceita o seu destino.
Então, aquele elefante enorme não escapa, porque acredita que não pode.
muito bom esse artigo estou iniciando o curso de olho na qulidade egostarioa de dividir isso com voces obrigada pelo carinho
Jamais, jamais volta a colocar à prova sua força e é por isso que ele não foge …
Pense bem, isso acontece conosco?
Vivemos acreditando que “não podemos” várias coisas, simplesmente porque algo não deu certo, ou por ouvirmos tantos “nãos”, que isso ficou gravado na memória.
De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: “Não posso e nunca poderei!”.
A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nosso coração!
Tente e veja o que você poderá fazer e conseguir!
Abra seus horizontes e aumente sua perspectiva.