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Por Eline Kullock – @elinekullock

A morte de Osama Bin Laden, acontecimento mais citado na mídia nesses últimos dias, nos dá uma amostra de como reage a geração Y. Isso pode ser notado, principalmente, se olharmos para a maneira como o assunto foi divulgado nas mídias sociais.

Falando especificamente do Twitter, que é uma rede muito usada pelos jovens, observamos que foram enviadas mais de 1 milhão de mensagens durante as 3 horas que sucederam o ocorrido. E o que é interessante nesse processo é justamente nos darmos conta da velocidade com que a informação circula em meio aos Ys.

O legal para essa tropa não é somente obter a fonte, mas compartilhá-la. As idéias só fazem sentido se compartilhadas, o que surge como contraponto a uma geração em que saber é poder e na qual a informação é um grande troféu. Assim, se você for um dos primeiros a compartilhar o “furo” jornalístico, então o “troféu imaginário” é seu e ganha enorme proporção.

Outro fato curioso que pôde ser observado no caso da morte de Osama foi a não-aceitação dos jovens da informação do modo como ela foi veiculada pelas mídias. Há um questionamento sobre a veracidade dos fatos e, acima de tudo, o compartilhamento dessa interrogação, como por exemplo: “Ele morreu? Então, onde está o corpo? Por que não mostram as fotos?”.

Essa capacidade de refutar informações se tornou ainda mais notória quando surgiu uma reportagem mostrando que a imagem do Bin Laden morto era uma montagem de fotos. Isso evidencia uma autoridade tecnológica muito grande por parte desses jovens, gerando um descrédito diante da autoridade. Eles desconfiaram, até mesmo, dos veículos tradicionais, como televisão e rádio, mesmo que esses ainda possuam um pouco mais de credibilidade segundo o olhar da geração Y.

Precisamos atentar para os problemas que essa urgência pode acarretar. Penso que devemos frisar a necessidade de uma revisão detalhada e da excelência em todo tipo de serviço, já que os jovens estão cada vez mais exigentes, querendo um “produto final” que beire à perfeição.

Saberemos lidar com isso?

*Eline Kullock também falou sobre o tema da morte de Bin Laden à rádio Estadão ESPN, em seu programa semanal “Geração Y”. Confira o áudio clicando aqui!

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