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Por Melanie Shreffler (tradução de Victor Barbieri)

Não há um dia que passe sem que tenhamos evidência da natureza colaborativa dos jovens da Geração Y (ou Millennials), seja quando estamos pesquisando uma resposta a respeito de um problema tecnológico (obrigado, fóruns de desenvolvedores de Android!) ou apenas ouvindo música (a canção que Matt & Kim, Soulja Boy e Andew W.K. fizeram para a Converse – veja acima). Talvez porque eles cresceram na época mais conectada da história, os Millennials compartilham abertamente e ajudam os outros a cada chance que tenham.

Por quê? Ajudar os outros também os ajuda, seja direta ou indiretamente. A colaboração com outros constrói uma rede de outros jovens da mesma idade a qual eles podem se voltar quando precisarem de ajuda. Além disso, adicionando seu próprio conhecimento ao conhecimento coletivo de todo o mundo – à la Wikipedia – eles estão ajudando a fazer do mundo um lugar melhor, o que é importante para os Millennials. Conseguir os créditos é compensação suficiente para os seus esforços; eles querem ser conhecidos como a pessoa que resolveu um problema ou respondeu a uma questão ou falou para seus amigos sobre o próximo grande assunto sobre o qual todos vão falar.

A natureza colaborativa desses jovens é importante para que os profissionais de marketing e anunciantes a considerem ao entrar em contato com eles. Aqui estão alguns exemplos:

Eles querem ser os primeiros a descobrir as novidades e compartilhá-las com seus amigos. Quando os Millennials descobrem algo novo, eles não usam esse conhecimento como uma vantagem competitiva; eles passam adiante, não apenas aos amigos, mas a qualquer um que possa achá-lo útil. Esse é motivo suficiente para que as marcas se mantenham ativas nas redes sociais e compartilhem informações com os fãs. Falar primeiro a eles sobre produtos ou lançamentos ajuda-os a manter seu papel de expert, daquele que está por dentro das novidades, e faz com que se sintam especiais sempre que podem compartilhar informações sobre suas marcas favoritas.

Eles são individuais, mas apreciam o conhecimento e opiniões do coletivo. Este é um paradoxo dos Millennials; eles querem ser vistos como únicos, mas querem aprender com os outros. Eles adotam novas opiniões, estilos, gírias – qualquer coisa que achem útil – e misturam com o que eles já sabem e fazem.

Por querer tanto compartilhar e aprender, a Geração Y não se encaixa em estereótipos comuns de jovens – o atleta, o nerd etc – ao contrário, eles são uma mistura de vários desses tipos. O atleta pode também ser hipster; a garota trendy pode também ser geek. Comunicar-se com os Millennials baseando-se em um interesse ou uma atitude únicos ignora uma grande parte do que eles são. A colaboração da Converse é um ótimo exemplo, misturando sons de indies, rappers e metal; os Millennials não se limitariam a ouvir apenas um desses gêneros, pois podem encontrar algo de interessante em cada um deles.

Eles compartilham com os profissionais de marketing e as marcas com as quais se importam e querem ver seus conselhos sendo ouvidos. Jovens consumidores não são tímidos na hora de compartilhar suas opiniões porque querem ajudar suas marcas favoritas a se tornarem ainda melhores. Mas simplesmente falar não é suficiente para esse grupo. Eles querem evidência que estão sendo ouvidos. E isso pode ser tão simples como ter um comentário respondido no Facebook (o que, aliás, é algo esperado por eles).

Para finalizar, compartilhamento é uma via de mão dupla, o que faz dos Millennials céticos com marcas que não compartilham com eles. Eles vão evitar empresas que se escondem. Eles esperam que sejam tão abertas a compartilhamento como eles são.

Fonte: NJovem

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One Response to “Geração ‘open source’”

  1. Paulo Otavio Tonin disse:

    O texto explicita uma questão fundamentalmente importante do processo de comunicação com esta geração emergente – ou já amplamente estabelecida.
    Além disso, a discussão abre espaço para o entendimento de conflitos de gerações existentes no ambiente de trabalho.

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